Egipto

Gás natural ajuda a diminuir poluição atmosférica no Cairo

O tráfego dos automóveis lança fumos que deterioram a qualidade do ar da cidade
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O tráfego dos automóveis lança fumos que deterioram a qualidade do ar da cidade DR

Com mais de um milhão de automóveis a lançar fumos para o ar todos os dias, a poluição tornou-se, a par com as pirâmides, num dos marcos da cidade do Cairo. Os cientistas apresentam o gás natural como a solução para aliviar a cidade do seu manto pesado de fumos.

O gás natural comprimido, ou CNG [sigla em inglês], é um combustível perfeitamente seguro e amigo do ambiente", disse Salah el-Hagaar, professor de Engenharia Mecânica na Universidade Americana no Cairo.Durante os últimos cinco anos, o Egipto tornou-se um dos países que mais utiliza CNG enquanto combustível para o transporte, segundo a Reuters. Os outros países que utilizam a mesma tecnologia são a Argentina, Itália, Japão e Brasil.
"O gás natural tem muito menos emissões do que a gasolina", disse Elhamy Naguib, gestor no Projecto de Melhoramento da Qualidade do Ar no Cairo, projecto lançado em Setembro de 1997 e financiado pela Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA.
Naguib explicou ainda que o CNG emite 85 por cento menos poluentes do que os combustíveis fósseis e acrescentou que a conversão nos veículos para CNG teve muita importância na redução drástica da poluição no Cairo nos últimos cinco anos.
Actualmente, o Egipto tem cerca de 24.500 veículos convertidos a CNG, a Argentina tem 400 mil e a Itália 300 mil.
Segundo Naguib, o seu projecto destina-se especialmente ao transporte público, tendo já sido introduzidos 50 autocarros, movidos a CNG, na cidade. Num futuro próximo, espera-se que esse número ascenda aos quatro mil.
Contudo, existem queixas quanto à segurança desta nova tecnologia e aos problemas por ela originados nos veículos. Várias pessoas queixam-se do peso e tamanho dos contentores de gás, ocupando um terço da bagageira dos automóveis.
Alguns egípcios chegam mesmo a manifestar preocupação quanto ao facto desses contentores poderem explodir e causar acidentes fatais, mas os engenheiros argumentam que esta é uma tecnologia segura.