Todos juntos a 4 de Janeiro

RTP transmite primeiro debate dos candidatos à presidência da República

Jorge Sampaio acusou os seus adversários de estarem "nas agendas partidárias e só se preocuparem com o imediato"
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Jorge Sampaio acusou os seus adversários de estarem "nas agendas partidárias e só se preocuparem com o imediato" Luís Ramos

Os cinco candidatos à presidência da República vão realizar um debate na RTP1 no próximo dia 4 de Janeiro. A confirmação foi ontem feita à agência Lusa por uma fonte da candidatura de Jorge Sampaio. A decisão foi tomada quinta-feira à noite, numa reunião entre os elementos das cinco candidaturas, adiantou a mesma fonte.

Existe ainda a possibilidade de Jorge Sampaio, Ferreira do Amaral, António Abreu, Fernando Rosas e Garcia Pereira poderem realizar um segundo debate, a cinco, na TVI. A realização deste segundo debate televisivo está dependente da vontade da TVI e da marcação de uma data consensual entre os elementos das cinco candidaturas. Entretanto, o candidato presidencial Jorge Sampaio voltou a acusar as candidaturas dos seus principais opositores de estarem ao serviço de "estratégias partidárias". Sampaio respondeu, assim, às críticas que têm vindo a público, sobretudo dos candidatos do PSD, Ferreira do Amaral, e do PCP, António Abreu, de que a sua actuação, enquanto Presidente da República, tem sido parcial face ao Governo socialista. "Tenho a profunda convicção de que fui imparcial ao longo deste mandato. Sou um homem de todas as estações. Não quero ser um protagonista de um jornal ou telejornal. A minha agenda é Portugal, não é partidária", sublinhou.
Considerando que as pré-campanhas dos seus adversários "são instrumentos para outras campanhas eleitorais (autárquicas de Dezembro de 2001)", Jorge Sampaio acusou os seus adversários de estarem "nas agendas partidárias e só se preocuparem com o imediato e não em incentivar o país a pensar estrategicamente a médio e longo prazo".
Jorge Sampaio recusou ainda ser responsabilizado pela eventual elevada abstenção nas eleições, afirmando tratar-se de um "problema dos portugueses", que tem de ser contornado com o "exercício da cidadania".