Nuno Melo: “Assunção Cristas é a mulher certa no momento que é o que é”

Cristas mantém Nuno Melo na vice-presidência e assume que vai fazer uma renovação nos órgãos nacionais do partido.

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MARTIN HENRIK

O vice-presidente do CDS-PP, Nuno Melo, declarou neste sábado que “Assunção Cristas é a mulher certa no momento que é o que é”. E da futura líder espera “um ciclo novo marcado por diferenças”, até por ser “a primeira presidência de uma mulher”.

Assunção Cristas já decidiu manter Nuno Melo na vice-presidência do partido, mas assumiu que vai fazer uma renovação nos órgãos nacionais, embora não desvende para já os nomes da nova direcção.

“Não tenho dúvida que a Assunção tem muita capacidade, vai fazer o partido com todos, renovar também”, declarou Nuno Melo, à entrada do Pavilhão Multiusos, em Gondomar, onde decorre a reunião magna do CDS “Vivemos um tempo em que tivemos a singularidade de perceber que há um presidente do partido que sai, podendo ficar, que venceu as eleições e tendo um partido inteiro que o aprecia, mas o partido, por outro lado, dá um sinal tremendo mostrando unidade num congresso em que o essencial das vozes se concentram para fora na oposição para fora do que dirimir questões internas”, declarou.

Dado como garantido na vice-presidência de Assunção Cristas, o dirigente do partido recusou falar sobre a saída do ainda líder partidário. “A saída de Paulo Portas foi quando Paulo Portas muito bem o entendeu”, afirmou, acrescentando que “Portas é um activo fundamental essencial do CDS” e disse esperar que continue por perto para a dar os seus conselhos. “Paulo Portas é um dos nossos”, sustentou.

Quanto ao facto de Portas poder eventualmente continuar a intervir no partido, Melo responde com uma pergunta: ”Qual é o partido que se tivesse Paulo Portas nos seus activos gostaria, simplesmente, que ele se evaporasse? Ninguém.” “Paulo Portas é o melhor do CDS”, sublinhou.

Sobre o seu papel neste congresso, depois de se ter retirado da corrida à liderança, o eurodeputado disse esperar ser “um factor de unidade”, ao fim de uma mudança de ciclo de 16 anos de liderança. “O país precisa de um CDS que faça uma oposição capaz. O CDS deve-se concentrar nas batalhas que tem, e não são poucas, fora e não dentro, é isso que vou dizer a este congresso”, garantiu.

Renovação e continuidade, promete Cristas
Assunção Cristas, candidata à liderança do CDS, assume que vai fazer uma renovação nos órgãos nacionais do partido, mas garante que “também haverá espaço para a continuidade”. Nuno Melo vai manter-se no cargo, mas será o único entre os vices, já que estão de saída João Almeida, Luis Pedro Mota Soares, Teresa Caeiro, Diogo Feio, e Artur Lima (CDS-PP/Açores). Mantém-se também por inerência Nuno Magalhães por ser líder parlamentar.

“A renovação é algo que toda a gente desejava, que eu própria desejei e por isso me apresentei com essa linha e certamente que haverá espaço para continuidade e para renovação e esse é o grande objectivo”, afirmou a futura líder do partido à entrada do Congresso do CDS, que decorre em Gondomar.

Assunção Cristas recusou, no entanto, adiantar onde pretende mexer nas listas, mas deixou claro que a renovação que tem prevista para os órgãos nacionais “ficará evidente neste congresso e dessa renovação sairá certamente mais condição para nos afirmamos eleitoralmente”. “O CDS mostrará que está aberto que é capaz de se renovar nos órgãos e que está sobretudo empenhado em abrir-se a todos aqueles quer seja para militar, quer seja para estar connosco”.

Os jornalistas questionaram a candidata se já tinha escolhido os nomes dos quatro novos vice-presidentes da nova direcção. Assunção Cristas respondeu: “Já me estão a dizer que são quatro, já sabe mais do que eu sei. A seu tempo saberão”.

O XXVI Congresso começou com grande atraso e há muitos congressistas de pé, sem lugar na sala do pavilhão multiusos em Gondomar. 

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