Sony, Sharp e Panasonic antecipam perdas muito acima do previsto

O director financeiro Masaru Kato na conferência em que anunciou os prejuízos Issei Kato/Reuters

Os gigantes japoneses da electrónica, Sony, Sharp e Panasonic, anunciaram perdas de milhares de milhões de ienes, com a luta para manterem a relevância nos diferentes mercados a tornar-se cada vez mais dura.

A Sony disse que uma cobrança fiscal está na origem de perdas esperadas para este ano fiscal na ordem dos 520 mil milhões de ienes (4,88 mil milhões de euros), cinco vezes superior às estimativas que a empresa apresentou em Novembro passado.



Poucas horas depois, foi a vez da Sharp, que em Fevereiro tinha previsto resultados negativos de 290 mil milhões de ienes (2,72 mil milhões de euros) para este ano, alargar as estimativas para os 380 mil milhões de ienes, alteração que o grupo justificou com gastos de reestruturação e com um atraso logístico nas vendas de ecrãs de cristais líquidos utilizados em telemóveis.



As previsões da Panasonic também são cinzentas para os investidores na empresa, que prevê para este ano os piores resultados da sua história, esperando perdas de 780 mil milhões de ienes (7,32 mil milhões de euros)



Os gigantes japoneses da electrónica, que no passado dominavam o mercado, têm vindo a sofrer com os efeitos da crise global e do reforço do iene, que torna mais competitiva a concorrência de outros países, em particular no negócio das televisões.



A Sony prevê para 2012 o quinto ano consecutivo de prejuízos, que a empresa estima que se situem nos 220 mil milhões de ienes, tendo o director financeiro do grupo, Masaru Kato, afirmado hoje em conferência de imprensa que são necessárias “medidas drásticas para tornar lucrativas as operações da unidade de televisões”.



Na segunda-feira, o jornal japonês Nikkei noticiou que a Sony se prepara para despedir dez mil funcionários em todo o mundo, o equivalente a cerca de seis por cento de todos os seus colaboradores.



A Sharp virou-se para as parcerias estratégicas para contrariar o declínio, tendo anunciado, em Março, um acordo com a empresa Hon Hai, de Taiwan, para produzir ecrãs de cristais líquidos, numa tentativa de reduzir custos.

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