Sony apresenta prejuízos recorde

O responsável financeiro Masaru Kato a apresentar as contas, numa conferência em Tóquio Kim Kyung-Hoon/Reuters

A Sony apresentou um prejuízo de 4,4 mil milhões de euros no ano que terminou a 31 de Março, um recorde negativo para a empresa, que está num processo de reestruturação e espera regressar este ano aos lucros.

A multinacional, que viu as receitas caírem 9,6%, para os 62,7 mil milhões de euros, aponta no relatório financeiro causas como o maremoto no Japão no ano passado, as cheias na Tailândia (ambos afectaram fábricas da empresa) e “a deterioração das condições de mercado nos países desenvolvidos”.

A contribuir para as perdas esteve também uma valorização do iene face a divisas como o dólar e o euro: as contas da Sony são feitas em ienes, mas boa parte da facturação é feita fora do Japão.

Os prejuízos são 76% superiores às perdas registadas em 2011.

Há muito que a Sony está em dificuldades, com o negócio da venda de televisões e de electrónica de consumo a representar perdas pesadas para a companhia.

Embora com saldos positivos, a quebra de receitas também se fez sentir no negócio dos jogos (a empresa comercializa a PlayStation) e da música. Já o negócio dos filmes teve um desempenho positivo.

A empresa anunciou no mês passado o despedimento de dez mil trabalhadores (o equivalente a 6% da força de trabalho em todo o mundo), e tem planeadas outras medidas de cortes de custo, que se destinam sobretudo a estancar as perdas no negócio de venda de televisores.

Outra das apostas será o segmento dos smartphones. No ano passado, a Sony comprou a parte da Ericsson na empresa em que as duas multinacionais se tinham juntado para operar no mercado móvel. Este ano, espera vender 35 milhões de aparelhos, uma meta que está muito acima dos 22,5 milhões vendidos no ano passado.

Desde Abril que a multinacional tem um novo presidente, que subiu ao cargo vindo da divisão de jogos com a missão de resgatar a empresa.

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