Presidente executivo da Barnes & Noble já não lê livros em papel

Desde 2009 que a empresa comercializa um leitor de livros electrónicos e tem dado prioridade aos produtos digitais. Mas o maior volume de receitas vem das edições impressas.

A companhia registou uma receita de 1,1 mil milhões de dólares com a venda de livros Joe Raedle/AFP

O principal negócio de William J. Lynch, presidente executivo da livreira americana Barnes & Noble, é vender livros, mas na sexta-feira, numa entrevista à Bloomberg News, Lynch afirmou já não ler livros sem ser em formato digital.

Na entrevista, Lynch enumera os livros que tem no Nook, o leitor de livros digitais da Barnes & Noble. Quando a jornalista lhe pergunta quais os livros em papel que tem neste momento, Lynch responde-lhe que já não lê livros físicos.“Eu gosto de ler livros electrónicos. A minha mulher é que lê muitos livros físicos”, disse Lynch.

A Barnes & Noble, importante cadeia de livrarias norte-americana, introduziu o Nook em 2009 e tornou-se numa empresa que dá prioridade aos produtos digitais. No site, a cadeia diz ter 27% do mercado global de livros electrónicos. Mas apesar disto, escreve o site Huffington Post, a maior parte do negócio da Barnes & Noble ainda são os livros em papel.

No relatório de resultados financeiros para o primeiro trimestre de 2013, a companhia registou uma receita de 1100 milhões de dólares (cerca de 860 milhões de euros) com a venda de livros em papel, tanto em lojas, como no site.

O negócio dos leitores de livros electrónicos, juntamente com os acessórios e os conteúdos, valeu à empresa 192 milhões de dólares (150 milhões de euros), o que significa um ligeiro aumento em comparação com igual período do ano passado (191 milhões de dólares, 149 milhões de euros). Em Agosto, a empresa justificou estes resultados com as fortes vendas da trilogia “As Cinquenta Sombras de Grey”.

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