Portugal é dos países com menos medo de pôr dados nas redes sociais

Oito em cada dez acham que partilhar informação online é parte da vida moderna Nelson Garrido

O retrato de Portugal que emerge de um grande estudo europeu sobre gestão de informação pessoal online é o de um país com poucos receios em partilhar dados nas redes sociais.

Portugal – a par da Itália, Lituânia e Polónia – está entre os países da União Europeia onde os utilizadores de Internet dizem haver menos riscos associados à publicação de informação pessoal nas redes sociais, um sentimento que é característico sobretudo dos países do sul e de leste.

É também o país onde os utilizadores estão mais satisfeitos com a informação dada pelas redes sociais sobre o destino dos dados inseridos. Além disto, é o sétimo onde os cibernautas se sentem mais em controlo dos seus próprios dados. E é o oitavo na lista dos que dizem que divulgar informação pessoal não é “um grande problema” – uma opinião de 47% dos entrevistados no país, quando apenas 39% em toda a União partilham esta ideia.

As conclusões são extraídas de um relatório técnico (pdf) publicado em Julho, no qual a União Europeia analisa práticas dos utilizadores nas redes sociais e em serviços de comércio electrónico. Em Portugal, foram entrevistadas pessoalmente 1046 pessoas. Ao todo, as entrevistas recolheram, no final de 2010, opiniões e experiências de 26.574 pessoas nos 27 Estados-membros.

Em linha com a média da UE, oito em cada dez pessoas em Portugal consideram que revelar informação pessoal na Internet faz “cada vez mais parte da vida moderna”. Neste aspecto, os mais recatados estão na Hungria, Malta e Roménia e os que mais concordam com a afirmação são os utilizadores da Suécia, da Dinamarca e, no topo da lista, da Grécia.

Empatado com o Luxemburgo, Portugal foi também o país onde menos inquiridos disseram ser necessário ter vários nomes de utilizador e palavras-passe para os diferentes serviços que usam: 73% afirmaram ser necessária esta medida de segurança, bem abaixo da média da UE de 86%.

Aquilo que os utilizadores em Portugal mais temem é que a informação nas redes sociais seja usada para fraudes – resposta dada por um pouco mais de metade dos inquiridos –, sendo o segundo risco mais apontado (de entre uma lista apresentada pelos entrevistadores) a possibilidade de os dados serem partilhados com terceiros sem que o utilizador tenha conhecimento disso.

Dois em cada três afirmaram ter um “controlo parcial” sobre a divulgação de informação em redes sociais, e um em cada quatro dizem ter controlo total. Apenas 8% consideram não ter qualquer controlo.

Como na generalidade dos países, em Portugal acredita-se que a segurança da informação colocada em redes sociais é sobretudo responsabilidade de cada pessoa. De seguida, esta responsabilidade recai sobre os próprios sites, com as autoridades a serem as menos referidas nesta matéria.

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