Microsoft oferece Office online a escolas e universidades

As instituições de ensino gerem o acesso de alunos, funcionários, professores e encarregados de educação PÚBLICO/arquivo

A Microsoft decidiu oferecer a escolas e instituições de ensino superior acesso gratuito ao Office 365, o conjunto de aplicações online da empresa, que incluí uma versão do Word, Excel e Powerpoint e várias ferramentas de comunicação que permitem conversas de texto, voz e vídeo.

Para poderem usar estas aplicações, as instituições terão de se inscrever no site da Microsoft, tendo a partir daí um período de experimentação de 30 dias. Durante esta fase, a empresa verifica se a entidade que está a usar o Office 365 é de facto uma instituição de ensino.

A instituição de ensino poderá depois criar um número ilimitado de contas para alunos, professores, funcionários e encarregados de educação. As aplicações podem ser usadas a partir de qualquer browser, tanto em computadores como em telemóveis, e assemelham-se às congéneres que são instaladas em computadores, embora, em alguns casos, as funcionalidades sejam mais limitadas.

A iniciativa, anunciada nesta quarta-feira pela Microsoft internacional, foi nesta quinta-feira apresentada na sede da subsidiária portuguesa, em Lisboa, num evento que reuniu professores de várias escolas do país.

O responsável pela área da educação na Microsoft Portugal, Rui Grilo, argumentou ao PÚBLICO que a falta de acesso a tecnologias de informação pode funcionar como “um factor de exclusão adicional” para alunos e estudantes. Da mesma forma, observou, que há “uma correlação entre o número de livros em casa” e o desempenho escolar.

Questionado sobre se a disponibilização gratuita do Office 365 poderá fazer com que a empresa perca receitas, Rui Grilo afirmou não haver “nenhuma forma artificial de proteger o negócio” e que as funcionalidades oferecidas gratuitamente são as mesmas disponibilizadas aos clientes, incluindo o suporte técnico.

Para utilizar o Office 365 é necessária uma ligação de banda larga à Internet. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas relativos ao ano passado, 64% dos agregados familiares têm computador 58% têm acesso à Internet, praticamente todos de banda larga.

Na apresentação em Lisboa, o director do agrupamento de escolas do Freixo, Ponte de Lima, Luís Fernandes exemplificou como usou ferramentas da Microsoft para facilitar a comunicação entre alunos, pessoal da escola e encarregados de educação, o que implicou a criação de um email próprio da escola para cada pessoa.

A apresentação focou-se sobretudo em aspectos administrativos, mas Fernandes garantiu ao PÚBLICO que também há benefícios pedagógicos na adopção de ferramentas como o Office 365, que permite comunicar e trabalhar colaborativamente em documentos – por exemplo, para trabalhos de grupo e para substituir o contacto através de emails pessoais e do Facebook, um método que o responsável diz ser comum hoje em dia entre professores e alunos.

Ao PÚBLICO, Luís Fernandes afirmou que “mais de 80%” dos alunos do agrupamento que dirige (e que inclui escolas até ao 9.º ano) têm computador em casa e “mais de 70%” têm Internet.

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