Google paga pensão a familiares de funcionários mortos durante dez anos

Foto: David Paul Morris/Getty/AFP

Já se sabia que trabalhar para o Google traz aos funcionários uma série de regalias - comida gratuita, ginásio, massagens -, e soube-se agora que as regalias se estendem à família em caso de morte. Foi agora sabido que a multinacional americana paga, durante dez anos, uma pensão aos familiares de funcionários mortos.

Numa entrevista à revista Forbes, o director dos recursos humanos do Google, Laszlo Bock,conta que em caso da morte de um trabalhador do Google, a empresa paga ao cônjuge ou companheiro 50% do salário deste durante um período de dez anos.

Esta medida é um reflexo da atitude geral da empresa perante os trabalhadores: quer uma mão-de-obra saudável e motivada. Este tipo de apoio em caso de morte - que funciona como uma espécie de seguro de vida - pode muito bem ser decisivo na altura de recrutar os melhores talentos do mercado.

“Claro que há estudos que indicam que este tipo de benefícios melhoram a nossa capacidade de reter funcionários e melhoram os desempenhos”, afirmou Laszlo Bock.

Soube-se igualmente que, para além desta pensão durante uma década, que o Google também passa para os cônjuges todas as acções detidas pelos falecidos. Mais: os filhos dos trabalhadores mortos recebem mil dólares por mês (810 euros) até completarem 19 anos. Este prazo poderá alargar-se até aos 23 anos caso os jovens sejam estudantes em full time.

Sabe-se que estas políticas estão em prática desde 2011 e foi uma medida posta em prática por decisão do próprio gigante informático.

“A razão pela qual estamos a fazer estas coisas pelos funcionários não é só porque é importante para os negócios, mas simplesmente porque é a coisa certa a fazer. Nos momentos decisivos, é melhor trabalhar para uma empresa que se preocupa com os seus funcionários do que para uma empresa que não se preocupa”, acrescentou Laszlo Bock.

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