Desde que foi fundado, o Facebook recebeu milhões em troca de participações na empresa. Para além disso, ofereceu acções como bónus a funcionários e fundadores e como pagamento a um pintor de graffitis.
A empresa anda atarefada a promover-se como um bom investimento. A entrada no Nasdaq acontece este mês, e o Facebook apontou já um leque de preços entre os 28 e os 35 dólares por acção.
As acções do Facebook estão espalhadas por vários investidores (individuais e empresas) e por muitos funcionários. Muitas, aliás, já andam a ser transaccionadas há anos em mercados privados.
Eis alguns dos nomes que são donos de um pouco do Facebook.
David Choe
O artista americano de origem coreana David Choe foi contratado para pintar murais nas paredes das instalações do Facebook. Na hora do pagamento, foi-lhe dado a escolher entre receber em dinheiro ou em acções. Tomou a opção certa e está a caminho de ser multimilionário.
Dustin Moskovitz
Colega de Mark Zuckerberg na Universidade de Harvard, é o funcionário número três da empresa. Deixou o Facebook em 2008 e tem-se dedicado sobretudo à filantropia. As acções de Moskovitz deverão valer mais de quatro mil milhões de dólares – mais novo do que Zuckerberg, será a pessoa mais nova na lista dos americanos com uma fortuna de mais de mil milhões.
Marc Andreessen
Nome bem conhecido nos meandros da tecnologia, Andreessen é um dos inventores do Mosaic, o browser que popularizou a World Wide Web. Fundou mais tarde o Netscape, que acabou esmagado pelo Internet Explorer, da Microsoft, mas que foi vendido à AOL por uma fortuna. Andreessen lançou e vendeu várias empresas tecnológicas. Tem aproveitado os milhões para investir em start-ups e o Facebook foi uma delas.
Microsoft
A Microsoft tem um historial de investir noutras empresas (na rival Apple, por exemplo). Em 2007, decidiu comprar 1,6% do Facebook por 240 milhões de dólares – a participação poderá valer, após a entrada em bolsa, qualquer coisa como 1500 milhões.
Tyler e Cameron Winklevoss
Os gémeos Winklevoss – atletas olímpicos e colegas de Zuckerberg em Harvard que se andaram a queixar em tribunais e televisões de terem sido defraudados – vão fazer milhões. O caso acabou fechado com um acordo extra-judicial, que deu à dupla um número não revelado de acções do Facebook. Mais tarde, vieram queixar-se de terem sido enganados com essa compensação.

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