Colectivo Anonymous quer destruir o Facebook

Anonymous é uma iniciativa sem organização central Paul Hanna/Reuters

O conhecido grupo de hacktivistas Anonymous, que se celebrizou pelo apoio à WikiLeaks e que tem levado a cabo vários ataques contra empresas (como a Sony) e contra autoridades governamentais, divulgou um vídeo onde declara guerra ao Facebook.

Os hackers prometem um ataque concertado contra a rede social mais popular do mundo no dia 5 de Novembro deste ano.

Ainda não foi possível confirmar a veracidade do vídeo e, consequentemente, desta ameaça.

O vídeo intitulado “Message from Anonymous: Operation Facebook, Nov 5 2011” e publicado no YouTube acusa a rede social de vender clandestinamente informações sobre os seus membros a agências governamentais e a empresas de segurança, de forma a que estas possam "espiar pessoas em todo o mundo".

O vídeo critica ainda o Facebook pelas suas políticas de transparência e pelas definições de abertura que impõe aos seus membros.

"O Facebook sabe mais sobre vocês do que a vossa própria família", diz uma voz-off com uma distorção robotizada, alertando para a inutilidade de se apertarem as definições de privacidade ou para a eliminação da conta. "Eliminar a conta é impossível. Mesmo que apaguem a conta, toda a vossa informação pessoal fica no Facebook e pode ser recuperada em qualquer altura", diz a voz.

“Atenção cidadãos do mundo: somos Anonymous. O meio de comunicação que vocês tanto adoram será destruído”, diz a voz off, prometendo que o dia 5 de Novembro de 2011 "ficará na História”.

“Se vocês são hacktivistas em potência ou apenas querem proteger a liberdade de informação, então juntem-se à causa e matem o Facebook para bem da vossa própria privacidade(...) Somos Anonymous. Somos uma legião. Não esquecemos. Não perdoamos. Estamos a chegar”.

A veracidade desta ameaça ainda está por confirmar. Este vídeo não tem a polidez auditiva que outros vídeos da Anonymous costumam ter, podendo por isso tratar-se de um vídeo falso.

Anonymous é uma iniciativa sem organização central, uma verdadeira revolta popular na rede, sem líder e que recusa mesmo ser um "grupo". Tornaram-se conhecidos depois de bloquearem sites como o da Mastercard, Visa e PayPal, depois de estas empresas terem impedido as transferências de donativos para o WikiLeaks através das suas plataformas.

Antes do WikiLeaks os Anonymous atacaram os sites do organismo da indústria de música nortea-mericana RIAA, o músico dos Kiss Gene Simmons, empresas de advogados envolvidas em processos contra partilha ilegal de ficheiros, a Igreja da Cientologia - com o objectivo de "expulsar" a religião da Internet - e a Sony.

Nos últimos tempos as autoridades americanas detiveram dezenas de alegados membros do colectivo, e foram igualmente feitas detenções na Europa, nomeadamente em Espanha e na Turquia.

Estes ataques dos hacktivistas mostram que a ciberguerra do século XXI está a evoluir para uma forma mais amadora e anárquica do que muitos prediziam.

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