Um tribunal neozelandês concedeu hoje a liberdade condicional ao co-fundador do site de partilha de ficheiros Megaupload Mathias Ortmann, que é acusado pelos EUA - junto com os outros responsáveis deste portal - de pirataria informática.
O juiz neozelandês David McNaughton, do tribunal do distrito de Manukau, impôs 17 condições para a liberdade condicional de Ortmann, entre elas a proibição de aceder ou utilizar a Internet, informou a Rádio Nova Zelândia.
Ortmann é o terceiro executivo da Megaupload a sair em liberdade condicional desde que estes foram detidos, em finais de Janeiro, na mansão onde estavam instalados nos arredores de Auckland.
O responsável técnico do Megaupload, Finn Batato, e o chefe de programação, Bram van der Kolk, já foram sido libertados anteriormente. Mas o criador do site (que foi desmantelado no passado dia 19 de Janeiro), Kim Schmitz - também conhecido por Dotcom - continua detido à espera da audiência acerca da sua extradição para os EUA, prevista para este mês.
Os Estados Unidos querem julgar um total de sete executivos do site Megaupload, incluindo os quatro da Nova Zelândia, por pirataria informática, crime organizado e branqueamento de dinheiro.
Os EUA atribuem ao site ter causado perdas para a indústria de cinema e de música na ordem dos 500 milhões de dólares (381 milhões de euros).

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