Carta aberta pede garantias sobre privacidade no Skype

Uma carta aberta assinada por 45 organizações pede à Microsoft que clarifique garantias de segurança aos utilizadores do serviço.

É para o Skype que deverão migrar os utilizadores do Messenger David Loh/Reuters

A Microsoft está a ser pressionada por 45 organizações e um grupo de individualidades a apresentar informações sobre as garantias de confidencialidade nas conversas que são mantidas no Skype, o serviço de telefone gratuito online propriedade da empresa norte-americana desde 2011. Numa carta aberta enviada à Microsoft, os signatários questionam ainda a falta de transparência sobre o acesso que governos e entidades dos países dos utilizadores podem ter às comunicações.

Na carta, dirigida ao presidente da divisão do Skype, Tony Bates, ao responsável pela protecção de dados da Microsoft, Brendon Lynch, e ao conselheiro geral da Microsoft, Brad Smith, organizações como os Repórteres Sem Fronteiras, Free Network Foundation ou Electronic Frontier Foundation sublinham que a maioria dos utilizadores do Skype (cerca de 600 milhões, em todo o mundo) confia no serviço para manter conversações por vídeo, áudio ou escritas seguras, sejam sobre trabalho ou pessoais, mas que o fazem sob condições pouco claras.

A carta alega que a Microsoft se tem limitado a emitir comunicados “confusos e pouco claros” sobre a confidencialidade nas conversações feitas através do Skype. Apesar de reconhecerem que o Skype está na Microsoft há pouco tempo, e que há alterações jurídicas e administrativas que têm que ser acertadas com a entrada numa nova empresa, os signatários consideram que é “tempo de a Microsoft publicitar um documento com as regras de segurança e privacidade do Skype”. A carta sublinha que “outras companhias, como Google, Twitter e Sonic.net”, já avançaram com os seus dados.

Um porta-voz da Microsoft, citado, mas não identificado, pela BBC, confirmou que a empresa já leu a carta e que está a avaliar o pedido feito. A empresa garante, para já, o seu empenho em “colaborar com advogados, parceiros de indústria e 2112 governos em todo o mundo para desenvolver soluções e promover políticas que ajudem a proteger a segurança e a privacidade dos utilizadores online”.

A Microsoft comprou o Skype em Maio de 2011, por 8500 milhões de dólares (6300 milhões de euros, ao câmbio actual). Desde então, tem vindo a integrar a ferramenta em alguns produtos. É para o Skype que a Microsoft pretende migrar os utilizadores do programa de conversação Messenger, que será extinto a partir de 15 de Março.

 

 

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