A Apple e o Google removeram das respectivas lojas de aplicações uma app que oferecia streaming em directo da emissão televisiva da estação por satélite do movimento terrorista Hezbollah, a Al-Manar.
O Departamento de Estado norte-americano incluiu a estação Al-Manar na sua lista de terrorismo (Terrorism Exclusion List) em Dezembro de 2004.
A aplicação estava disponível desde o passado dia 25 de Julho e era frequentemente publicitada na própria transmissão televisiva do canal por satélite.
A queixa chegou à Apple na passada sexta-feira através de um membro da Anti-Defamation League (ADL, uma organização não-governamental com base nos EUA que defende os direitos civis e luta contra o anti-semitismo e a intolerância) e que pediu a remoção dessa aplicação do iTunes. O que acabou por acontecer no domingo.
“Nós não recebemos nenhuma resposta por parte da Apple, por isso esta remoção poderá ser, ou não, uma consequência do nosso pedido”, disse o porta-voz da ADL, Todd Gutnick, citado pelo site CNET.
A Apple não fez qualquer comentário sobre a matéria.
Por seu lado, o Google removeu a mesma aplicação da sua loja durante a tarde desta terça-feira, confirmou um porta-voz da empresa ao CNET.
A televisão Al-Manar – que funciona como o órgão de relações públicas do Hezbollah – integra no seu alinhamento programas com referências anti-semitas e transmite os discursos do líder do movimento político, xeque Hassan Nasrallah.
De acordo com a ADL, a Al-Manar transmite “mensagens terroristas de ódio e violência, dissemina propaganda anti-semita e anti-americana e glorifica os bombistas suicidas perante milhões de telespectadores, 24 horas por dia, sete dias por semanas”.
A Al-Manar está igualmente disponível online nas redes sociais, incluindo no Twitter, plataforma onde conta com mais de 17 mil seguidores.
O Hezbollah, apesar de se apresentar como um partido político no Líbano e de ter apoio em muitos países do mundo árabe, é considerado por Israel e pelos EUA como um grupo terrorista.

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