Acções da Zynga caem 40% após prejuízos e pressionam Facebook

As acções da Zynga, criadora de jogos como o FarmVille e o Mafia Wars, rondam os três dólares, numa queda de cerca de 40%, depois de a empresa ter apresentado prejuízos.

A empresa americana anunciou nesta quarta-feira perdas de 108 milhões de dólares (88 milhões de euros) durante o primeiro semestre deste ano, que contrastam com lucros de 18 milhões no mesmo semestre do ano passado. As receitas foram de 653 milhões, um aumento face ao semestre homólogo.

O mau resultado tem impacto no Facebook. No primeiro trimestre deste ano, a Zynga contribuía para 15% do total de receitas do Facebook e o anúncio de perdas já está a arrastar a cotação da rede social, no dia em que o site de Mark Zuckerberg fará a primeira apresentação de resultados após a decepcionante oferta pública de venda (OPV), em Maio. A rondar os 27 dólares, as acções do Facebook estão a cair mais de 6% e estão muito distantes dos 38 dólares da OPV.

A Zynga tem plataformas próprias para os seus jogadores, mas também disponibiliza muitos dos títulos dentro do Facebook, aproveitando o potencial viral dos conteúdos dentro desta rede. Apesar de ter feito recentemente esforços para se autonomizar – em Março lançou um site próprio – a empresa ganhou popularidade sobretudo graças ao Facebook. Os jogos são gratuitos e as receitas provêem de compras feitas pelos jogadores dentro de cada jogo.

Os responsáveis da Zynga antecipam um período difícil e cortaram drasticamente as estimativas de ganhos para o próximo semestre. As acções da Zynga valem agora menos de um terço dos dez dólares a que foram vendidas na oferta pública de venda, em Dezembro de 2011.

A apresentação de resultados do Facebook acontecerá esta noite (hora de Lisboa) após o fecho das bolsas de Nova Iorque. Um dos indicadores que os investidores e analistas aguardam é o desempenho nas plataformas móveis, onde o site revelou estar a ter problemas, numa célebre adenda aos documentos entregues aos reguladores antes da entrada em bolsa.

Aquela nota, que admitia que as receitas nestas plataformas não estavam a crescer ao mesmo ritmo dos utilizadores, foi dada como a justificação para a revisão em baixa das perspectivas de ganhos da empresa, feita pelos bancos que assistiram o Facebook na oferta de venda. Esta revisão, porém, só foi comunicada a alguns investidores e as autoridades americanas estão a investigar o caso.

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