Entrevista<span>: José Afonso Furtado</span>

A informação é frágil como o Amazonas

Na era do digital, um dos problemas é saber o que guardar, onde guardar e como guardar os dados produzidos. O que até aqui era uma função do Estado está a ser um negócio para as multinacionais de tecnologia.

No tempo dos motores de busca, Furtado reafirma a necessidade de bibliotecas Enric Vives-Rubio

José Afonso Furtado, o ex-director da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste de Gulbenkian, instituição onde integra o Conselho Consultivo do Programa “Leitura Digital”, tem publicado ao longo dos anos várias obras sobre o futuro do livro.

Por isso, é que se fala em literacia da informação. É preciso saber como é que funcionam as máquinas com que estamos a trabalhar. Hoje até se defende que faz parte da educação mínima das pessoas saberem o mínimo de código [informático]. Se mudamos de paradigma e o ensino fica no paradigma anterior, há algo que não está a funcionar. Acho que estamos a ir pela solução mais simples, em vez de se pensar nas coisas antes. Uma biblioteca ou uma escola, antes de se porem a comprar tablets, ou leitores de livros electrónicos, ou o que seja, têm de pensar para que é que os querem lá.

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