A única vacina contra a febre tifóide que estava disponível em Portugal foi retirada temporariamente do mercado. De acordo com a TSF, a farmacêutica Sanofi Pasteur, que fornece a vacina, recolheu todos os lotes por suspeitar que poderiam não ter a quantidade recomendada do princípio activo.
Fonte da empresa explicou àquela rádio que a retirada dos lotes desta vacina se enquadra numa decisão tomada a nível mundial. A farmacêutica garantiu ainda que quem recebeu a vacina dos lotes já retirados não corre qualquer risco e que não tem de repetir a dose.
A empresa diz que não sabe ainda quando vai conseguir repor a vacina no mercado, mas afirma que estão a ser esforços para resolver a situação em breve.
Ouvido pela TSF, o Infarmed diz que está a colaborar com a Sanofi Pasteur para tentar ultrapassar o problema o mais rápido possível. A entidade reguladora do medicamento garante estar à procura de alternativas e admite recorrer a outros mercados para comprar a vacina.
Segundo a Sanofi Pasteur, em Portugal são vendidas mais de 20 mil vacinas contra a febre tifóide por ano. Esta doença é causada pela bactéria salmonella typhi, mais frequente em regiões com mau saneamento básico. A infecção adquire-se através da ingestão de água ou de alimentos contaminados com fezes de indivíduos infectados.
A doença apresenta sintomas semelhantes a uma gripe ou constipação, nomeadamente febre, dores de cabeça ou dores abdominais. O quadro gastrointestinal pode complicar-se e ser até fatal.
A vacina está indicada a algumas pessoas que viagem para regiões consideradas de risco, nomeadamente países em vias de desenvolvimento marcados por condições sanitárias precárias.
Cabe ao médico da consulta do viajante decidir sobre a necessidade da vacina.
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