Em Portugal nascem, por ano, cerca de 1000 bebés prematuros (menos de 32 semanas) e nos últimos anos registou-se um aumento entre 20 a 30 %, alerta um membro da Fundação Europeia para os Cuidados do Recém-Nascido.
Não está identificada uma causa principal para a prematuridades estar a aumentar, mas pensa-se que o crescente número de bebés prematuros esteja relacionado com factores como “infecções intra-uterinas”, “hábitos da vida moderna”, “mães fumadoras” e “stress”, enumera a especialista Hercília Guimarães, no âmbito do Dia Mundial da Prematuridade, que se assinala no próximo dia 17.
Hercília Guimarães refere que a prematuridade tem registado um aumento global na ordem dos “20 a 30 %”, números aos quais Portugal não foge e que “um em cada 10 bebés nasce prematuro”.
Portugal, Grécia, Hungria, Inglaterra e o País de Gales são países nos quais se registam aumentos de prematuros acima da média europeia, identificou a ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Neonatologia e actual chefe do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina do Porto.
A especialista alerta o Governo e os hospitais para uma mudança de paradigma no tratamento daquele problema social. “É preciso fazer perceber aos serviços hospitalares, aos serviços de saúde, aos ministérios, ao Governo e a quem tem poder que é preciso modificar os hospitais, é preciso que os hospitais (...) tenham condições para receber o pai, a mãe, a família”.
Segundo o membro da Fundação Europeia para os Cuidados do Recém-Nascido, “cada vez mais os cuidados devem ser centrados no desenvolvimento e na família, com os pais cada vez mais junto dos filhos a cuidar deles em parceria com os profissionais”.
Assinalar o Dia Mundial da Prematuridade é de certo modo “chamar a atenção para um problema que existe” e que pode ter consequências muito pesadas para a sociedade, caso não seja feito tudo o que é necessário para tratar e proteger da melhor maneira estes bebés”, argumenta.

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