A Itália tornou-se o quarto país europeu a ter casos de infecção por uma forma de coronavírus identificada em 2012 no Médio Oriente e que está a preocupar a Organização Mundial de Saúde.
O vírus é conhecido pela sigla MERS-CoV e provoca uma pneumonia atípica e complicações renais, que podem levar à morte. Desde Setembro de 2012, quando o vírus foi identificado na Arábia Saudita, foram contados 53 casos de infecção em vários países, que resultaram em 30 mortes, segundo um balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado este domingo.
Além de quatro países do Médio Oriente – Jordânia, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – o coronavírus MERS-CoV já tinha sido identificado em casos em França, Reino Unido, Alemanha e Tunísia. São sobretudo situações de pessoas que ficaram doentes no Médio Oriente ou adoeceram depois de regressar da região.
Este fim-de-semana, três casos foram identificados em Itália. O primeiro foi confirmado no sábado. Trata-se de um homem de 45 anos, que regressou recentemente da Jordânia. No domingo, houve a confirmação laboratorial de mais dois casos, uma mulher de 42 anos e uma criança de dois anos, que são “contactos próximos” do outro doente, segundo a OMS. Todos estão em condição estável.
Este mês, a OMS já tinha alertado que o coronavírus MERS-CoV podia ser transmissível entre humanos. O novo vírus está a ser seguido atentamente pela organização, embora seja incerto se se transformará numa ameaça maior, como a síndrome respiratória aguda severa (SARS) em 2003, também provocada por um coronavírus e que matou cerca de 800 pessoas, sobretudo na Ásia.

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