Tempestade Stephanie obrigou sete aviões a mudar rotas

A situação mais crítica verificou-se no Porto, onde um avião chegou a tocar a pista mas teve de voltar para trás.

A tempestade que assolou o país durante todo o dia de domingo obrigou sete aviões a alterarem rotas e a aterrarem em aeroportos que não eram o seu destino. Em Espanha ainda há passageiros com destino a Portugal retidos e que só devem regressar nesta segunda-feira ao país.

Ventos fortes e chuva intensa impediram que sete voos com destino a Lisboa e Porto concluíssem a sua rota normal, tendo sido obrigados a mudar de percurso. Cinco aviões tiveram de parar em Faro e dois viram-se obrigados a voltar para trás e a aterrar em território espanhol.

De todos os aviões "divergidos", a situação mais complicada verificou-se com um voo de Munique com destino ao Aeroporto de Sá Carneiro, no Porto. De acordo com o relato de uma passageira de um outro avião desviado, no momento da aterragem o comandante deparou-se com condições muito adversas caracterizadas por fortes rajadas de vento, que impediram a aterragem do aparelho.

“O avião ainda chegou a tocar com as duas rodas de trás na pista”, mas devido ao mau tempo viu-se obrigado a levantar voo novamente e seguir para o aeroporto de Valência, em Espanha. Os passageiros, que passaram por momentos de pânico, foram acompanhados para um hotel e devem regressar ainda esta segunda-feira a Portugal.

A mesma passageira relatou ao PÚBLICO que o voo da Lufthansa em que seguia — de Frankfurt para Lisboa — também sofreu alterações no percurso. Segundo conta, o avião, que já vinha com um atraso, foi impedido de seguir a rota inicial, que previa que aterrasse no aeroporto da Portela, em Lisboa, às 23h de domingo. 

O comandante, confrontado com o mau tempo que se fazia sentir em Portugal, teve de trocar de planos. O plano B seria então desviar o avião para a capital espanhola, Madrid. “As pessoas já estavam no avião quando a decisão foi tomada”, pelo que o mesmo não “chegou sequer a entrar no espaço aéreo” originalmente traçado, disse a passageira. À mesma hora, por volta das 23h de domingo, outros conseguiram aterrar em plena tempestade, sem qualquer registo de problemas.

Além das duas situações envolvendo passageiros retidos em Espanha, outros voos da Easy Jet, nomeadamente um proveniente de Madrid e outro de Londres, tiveram de parar no aeroporto de Faro, obrigando os que neles seguiam a continuar o percurso até Lisboa, via terrestre, em autocarros cedidos pela companhia.

O PÚBLICO contactou a ANA – Aeroportos de Portugal, a empresa gestora dos aeroportos nacionais, que confirmou que foram cinco os aviões "divergidos" para o aeroporto de Faro (quatro da Easy Jet e um da Iberia), além dos dois provenientes da Alemanha. Segundo a ANA, "o aeroporto de Lisboa registou na noite de domingo mais de 450 movimentações” e, por isso, “não se pode dizer que a situação tenha estado descontrolada".

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