O sistema de medição de audiências fica como está. Foram chumbados os pedidos da RTP e da TVI para que fosse impugnada a decisão da CAEM – Comissão de Análise de Estudo de Meios de aceitar o sistema da GfK e para que fosse feita uma auditoria imediata àquela medição de audiências.
De acordo com um comunicado da CAEM, esta terça-feira de manhã, a assembleia geral extraordinária do regulador do sector rejeitou “por maioria expressiva (85%) dos votos dos associados” o recurso da Media Capital, proprietária da TVI, e da RTP sobre as deliberações da comissão em 22 de Março, que validaram expressamente o serviço de medição de audiências de televisão fornecido pela GfK. Desde essa altura que as duas televisões de sinal aberto avisaram que iriam impugnar a decisão.
Na reunião desta terça-feira foi também chumbada a proposta destas duas televisões de se realizar imediatamente uma auditoria vinculativa ao sistema de audiências da GfK.
A CAEM espera que com esta decisão, por larga maioria, “fiquem de uma vez sanadas todas as dúvidas que ainda pudessem subsistir” para que o mercado televisivo e publicitário possam ter “o clima de confiança e estabilidade” fundamentais para o seu bom funcionamento.
O sistema de medição de audiências da GfK entrou em funcionamento no início de Março do ano passado, substituindo o painel da Marktest/Mediamonitor. Desde logo, as audiências da RTP1 caíram a pique cerca de 30%. As da TVI também sofreram uma ligeira queda e a SIC acabou por ser ligeiramente favorecida. A estação pública foi a mais contestatária, argumentando que o novo painel de medição não representava convenientemente a população portuguesa por a faixa etária mais idosa estar sub-representada. Mas foi a TVI que acabou por deixar de trabalhar com a GfK, também pelas mesmas razões.
A CAEM, que agrega televisões, agências publicitárias e de meios, exigiu à GfK que mudasse o painel de lares e de espectadores de forma a obter uma representação mais fiel da população portuguesa. Essa revisão do painel acabou por demorar muitos mais meses do que o inicialmente previsto e acabou por só estar a funcionar em pleno há dois meses.

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