Presidente da ERC critica “ditadura do medo” na comunicação social

Foto: Paulo Ricca

O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Carlos Magno, criticou na quinta-feira em Fátima o que chamou como “ditadura do medo” na comunicação social.

Num debate sobre “Silêncios e silenciamentos na comunicação social”, Magno apresentou um diagnóstico muito crítico do jornalismo que actualmente se faz em Portugal. O jornalismo está a ser vítima de uma “doença silenciosa”, afirmou o presidente da ERC.

No debate integrado nas jornadas nacionais de comunicação social promovidas pela Igreja Católica, Magno explicou: “Há uma vertigem da agenda mediática”, que está “cartelizada e é pouco diversificada”. E que apresenta “uma overdose de notícias”.

Carlos Magno defendeu o papel do regulador, dizendo que esta instituição também tem que “defender os cidadãos dos abusos dos média”. Afirmando que “é preciso restaurar a ordem editorial”, acrescentou que isso deve acontecer para contrariar a “proletarização dos jornalistas e a profissionalização das fontes”, que actualmente “ensanduicham os jornalistas”.

O presidente da ERC disse ainda que “os jornalistas estão a perder vocabulário”, que “o futebolês tomou conta da política” e que o “monolitismo económico” tomou conta dos debates nas televisões”.

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