Portugal atingiu o objectivo europeu de ter 33% de crianças dos zero aos três anos em berçários e creches, mas está aquém da meta de 90% para os menores entre três anos e o início da escolaridade, segundo Bruxelas.
Um relatório divulgado pela Comissão Europeia, esta segunda-feira, indica que apenas oito estados-membros da União Europeia (UE) conseguiram já atingir as chamadas “metas de Barcelona” em matéria de acessibilidade a estas estruturas (33% das crianças até aos três anos e 90% das dos três anos até à idade de escolaridade obrigatória): Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Países Baixos, Suécia, Eslovénia e Reino Unido.
Portugal, juntamente com outros nove países alcançaram já o primeira meta, mas (tal como outros 15) terá ainda que desenvolver esforços para atingir a segunda.
As “metas de Barcelona”, acordadas na cidade espanhola em 2002 pelos líderes europeus, devem ser cumpridas até 2020, de modo a contribuírem para a UE chegar a uma taxa de emprego de 75%.
Em causa está a melhoria destes estabelecimentos de pré-escolar (creches e infantários) para crianças.
“Como todos os pais bem sabem, é essencial dispor de estruturas de acolhimento de crianças, acessíveis e a preços aceitáveis, não só para o desenvolvimento da própria criança, mas também para os pais que trabalham”, disse a comissária europeia para a Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania.
Segundo Bruxelas, as políticas que visam melhorar a conciliação entre vida profissional e vida familiar, em especial, os serviços de acolhimento de crianças, são essenciais para promover o emprego das mulheres.

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