A polícia inglesa deteve Filipe Lopes, um português de 27 anos, emigrado em Londres e aparentemente suspeito da morte da namorada russa. O corpo de Anastasia Voykina, de 23 anos, foi encontrado anteontem, no seu apartamento em James Boswell Close, no Sudoeste de Londres, entre Brixton e Cristal Palace, onde se concentra uma comunidade de portugueses.
A autópsia apontou as múltiplas fracturas na cara, cabeça e pescoço como causa da morte de Anastasia, as quais resultaram do espancamento a que tinha sido sujeita. A russa estava desaparecida há alguns dias, sendo que o último contacto que manteve com a família foi no dia 30 de Dezembro. O namorado português encontrava-se em paradeiro desconhecido das autoridades, tendo sido visto em Piccadilly, no centro de Londres, dois dias antes de o corpo da namorada ter sido encontrado. Agora, encontra-se sob custódia numa esquadra de polícia, no Sul de Londres. A polícia diz acreditar que o emigrante detém “informações vitais” relativamente ao homicídio, mas não deixou claro se as pistas o implicam como suspeito.
A polícia tinha lançado uma caça ao português e, para facilitar a sua localização, chegou mesmo a divulgar fotos em que este aparecia juntamente com Anastasia. Nas fotografias, tiradas dias antes do assassinato, o casal aparece sorridente e aparentemente feliz. A imagem tinha sido colocada por Anastasia na sua página do Facebook, onde esta se referia, em vários posts, a Filipe Lopes como “espectacular”. Já quando divulgada pela polícia, a fotografia surgia acompanhada pela recomendação para que as pessoas não se aproximassem do português e se limitassem a contactar a polícia.
Estranhando o seu silêncio, o irmão da russa, Sergi, tinha apelado a notícias de quem a tivesse visto. Aparentemente, o casal tinha-se conhecido no Verão passado em Londres, onde Anastasia tinha ido passar férias. Posteriormente, terá regressado à Rússia, mas acabou por voltar para Londres para dar continuidade à relação.
Um vizinho, citado pelo tablóide britânico Daily Mail, contou que ouviu a jovem russa gritar no dia em que foi assassinada, bem como em diversas outras ocasiões anteriores.

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