A polícia actuou de forma “proporcional” quando, no passado dia 14, carregou contra a multidão que se manifestava em frente do Parlamento, disse esta terça-feira no Parlamento a inspectora-geral da Administração Interna, Margarida Blasco.
Falando na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, esta responsável declarou que, perante as circunstâncias – os agentes foram apedrejados por alguns manifestantes durante mais de uma hora –, não lhes restavam muitas alternativas.
“As pessoas que estavam à frente do Parlamento e não dispersaram quando foram avisadas para o fazerem cometeram pelo menos o crime de desobediência”, observou a inspectora-geral da Administração Interna. “Aquilo foi quase um arrastão por parte das autoridades: era impossível ir buscar [deter] esta ou aquela pessoa cirurgicamente. Foi tudo de arrastão.”
Já quanto aos incidentes que se seguiram nas esquadras, nomeadamente as muitas acusações de violência policial, Margarida Blasco abriu um inquérito para determinar se houve violação dos direitos das pessoas detidas.

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