As novas infecções por VIH/sida baixaram 50% em 25 países, segundo um relatório da ONUSIDA. Apesar desta quebra, 2,5 milhões de pessoas foram infectadas em todo o mundo, em 2011.
A aceleração da luta contra a Sida na região africana, mais afectada pela epidemia, está longe de significar que a batalha está ganha no resto do globo. Na Europa, por exemplo, cerca de 900 mil pessoas viviam com o VIH em 2011, mais do que as 640 mil de dez anos antes. Ainda na Europa, o programa conjunto das Nações Unidas sobre VIH estima que cerca de 30 mil pessoas contraíram o vírus em 2011, ligeiramente acima das 29 mil de 2001.
Apesar disso, as mortes relacionadas com a doença têm-se mantido estáveis. Diminuíram de 7800 em 2005 para sete mil em 2011.
A prevalência de VIH entre homossexuais continua a desempenhar um papel substancial nas epidemias nacionais de VIH. E Portugal surge como um dos países em que a prevalência de VIH entre os homossexuais é de pelo menos 10%, comparada com uma prevalência nacional de 0,6% ou menos. A boa notícia é que Portugal integra o grupo de países onde a cobertura dos testes VIH a nível nacional varia entre os 50% e os 74%.
No caso português, o último relatório da Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida dava conta da existência, em Dezembro de 2011, de 41.035 casos acumulados de VIH/sida nos diferentes estádios de infecção. Na mesma altura, havia 16.880 casos de doença, dos quais 303 tinham sido diagnosticados em 2011.

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