Ministro do Ambiente explica posição de Portugal em relação ao Protocolo de Quioto

O ministro estará hoje no hemiciclo para responder às questões dos deputados Daniel Rocha/PÚBLICO

O ministro do Ambiente, Amílcar Theias, vai hoje ao Parlamento para debater as alterações climáticas e a posição portuguesa em relação ao Protocolo de Quioto, a pedido do Partido Ecologista "Os Verdes".

Os Verdes requereram este debate por considerarem que as alterações climáticas são "das questões mais importantes da agenda política nacional e internacional". Para os ecologistas, o "continuado falhanço de Portugal em cumprir os objectivos" definidos no Protocolo de Quioto - acordo global para combater o sobreaquecimento do planeta - torna o debate ainda mais necessário. O partido acusa o Governo de ter "irresponsavelmente negligenciado, por falta de vontade política", a questão das alterações climáticas.

O ministro já foi confrontado com as questões dos deputados sobre as políticas de combate às alterações climáticas e sobre o Protocolo de Quioto, mas pediu calma aos parlamentares. "Não podemos ser mais papistas que o Papa, o que não dispensa que vamos fazendo o nosso trabalho de casa. Não vale a pena estar a antecipar situações que não sabemos se vêm a acontecer", disse o ministro, referindo-se ao facto de o Protocolo de Quioto ainda não estar em vigor, por falta de vontade da Rússia (os Estados Unidos têm-se recusado a assinar o protocolo desde a presidência de Bill Clinton).

Theias considerou também que Portugal não pode ser "vanguardista" em matéria de combate às alterações climáticas e referiu que, actualmente, quem "dita as regras do jogo são os países mais desenvolvidos".

O Programa Nacional para as Alterações Climáticas foi apresentado em Dezembro, contemplando a revisão do imposto automóvel para penalizar os carros que mais poluem e a criação de uma taxa sobre o carbono para as empresas e transportes mais poluentes.

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