A nova tabela salarial e a organização do trabalho médico, que alarga a idade dos clínicos que fazem urgências, são os pontos “mais difíceis” das negociações entre sindicatos e tutela, que deverão prosseguir após sexta-feira, segundo fonte governamental.
Carlos Martins, adjunto do ministro da Saúde, e que hoje recebeu o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM), na sexta ronda negocial após a greve dos clínicos, disse à Lusa que “foram dados passos importantes” nas negociações, mantendo-se algumas questões “em aberto”, as quais se têm revelado “as mais difíceis”.
Uma destas questões, que se prende com o possível alargamento da idade dos médicos, nas urgências e no trabalho nocturno, e que tanto o SIM como a FNAM já contestaram, é entendida por Carlos Martins como “não essencial”, devendo por isso vir a ser posteriormente alvo de novas negociações.
“A intenção [do Ministério da Saúde] foi diferenciar tecnicamente os profissionais das urgências e contar aqueles que têm maior experiência nos serviços urgentes”, disse.
À espera de consenso mantém-se a questão da “afectação das horas extraordinárias ao serviço de urgência”, o que, segundo Carlos Martins, poderá resultar em importantes poupanças em matéria de horas extraordinárias.
Carlos Martins salientou o avanço positivo ao nível da “neutralidade orçamental”, na qual disse “estarem todos empenhados”: governo e sindicados.
Apesar dos sindicatos terem definido sexta-feira como data limite para o fecho das negociações, Carlos Martins disse que a matéria será novamente discutida em mais uma ou duas reuniões após essa data.

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