As autoridades sanitárias da Madeira notificaram à Direcção-Geral de Saúde (DGS) a existência de mais de mil casos de dengue no arquipélago, entre 3 de Outubro e 4 de Novembro.
No boletim semanal da situação do surto de dengue, a DGS informa que, de acordo com o novo sistema de monitorização implantado a 29 de Outubro, de entre os 1148 casos desta febre notificados pela Região Autónoma da Madeira, 517 foram confirmados laboratorialmente, 631 são considerados prováveis (apenas com sintomas, alguns aguardando confirmação laboratorial). Dos 57 hospitalizados (dados acumulados), apenas três estão internados neste momento. Não foram registados óbitos.
Foram também notificados até ao passado domingo 19 casos de dengue em cidadãos com história de estadia recente na Ilha da Madeira, sendo oito diagnosticados em Portugal continental (todos de evolução benigna) e 11 em cidadãos estrangeiros pelos serviços de saúde de outros países (todos com evolução para a cura).
A situação epidemiológica actual não implica qualquer restrição a viagens para aquele destino, reafirma a DGS, recomendando aos viajantes a adopção de medidas de protecção contra picadas de mosquitos vectores, particularmente a utilização de repelentes.
Além das medidas que estão a ser implementadas para controlo do surto, bem como para limitar a transmissão local e exportação do vector, a DGS considera absolutamente necessário, nesta fase, prosseguir com as medidas de pulverização das aeronaves à saída do aeroporto do Funchal, segundo as orientações estabelecidas pelas organizações internacionais (IATA), na medida em que os insecticidas utilizados em espaços confinados são eficazes.
Segundo revela o comunicado emitido nesta quarta-feira pela Direcção-Geral de Saúde, em Portugal continental foram dadas instruções no sentido de reforçar o programa que visa monitorizar as populações de mosquitos (Rede de Vigilância de Vectores – REVIVE). Desde 2008 até ao momento, não foram identificadas espécies de mosquitos invasores, nomeadamente Aedes aegypti e Aedes albopictus. Armadilhas para capturar insectos adultos ou em estádios imaturos (ovos, larvas e pupas) foram colocadas em zonas sensíveis à sua introdução no continente, designadamente portos e aeroportos.

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