Mais de 220 mil portugueses vacinados contra gripe sazonal

Um dos objectivos da vacinação é reduzir os 2400 óbitos registados no ano passado Foto: Paulo Ricca

Na primeira semana em que foram disponibilizadas gratuitamente para quem tem mais de 65 anos as vacinas contra a gripe sazonal, cerca de 222 mil pessoas dos principais grupos de risco foram vacinadas.

Em termos de percentagem, este número significa que 12% da população com 65 ou mais anos está vacinada contra a gripe sazonal, indicam os dados do Vacinómetro, um projecto lançado em 2009 pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia e pela Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, com o apoio da farmacêutica Sanofi Pasteur MSD, com o objectivo de acompanhar a campanha de vacinação.

Na primeira semana da campanha que arrancou a 1 de Outubro ficaram também protegidos 10,7% dos doentes crónicos, 6,7% dos profissionais de saúde e de pessoas com profissões de risco e 11% das pessoas com idades entre os 60 e 64 anos. É sobretudo a estes grupos que a vacina é recomendada, ainda que estejam disponíveis nas farmácias 1,7 milhões de doses para as pessoas que entenderem, mediante receita médica e com comparticipação do Estado.

“A gripe é a principal doença do adulto prevenível pela vacinação e, no nosso país, esta infecção é responsável por milhares de internamentos hospitalares e centenas de óbitos. A vacina de gripe é o método mais eficaz de prevenir a gripe e as suas complicações”, recorda o pneumologista Filipe Froes. Na Europa estima-se que o excesso médio de óbitos associados à gripe seja de 40.000 por época. Em Portugal a média ao longo de várias épocas foi de cerca de 2400 óbitos.

Este é o primeiro ano em que todas as pessoas com mais de 65 anos podem ser vacinadas gratuitamente nos centros de saúde. O objectivo, como explicou a Direcção-Geral da Saúde, é aumentar a taxa de cobertura numa população de risco e fazer convergir os números nacionais com as metas da Organização Mundial de Saúde.

A gripe é uma infecção aguda viral provocada pelo vírus influenza, que afecta sobretudo o sistema respiratório. No adulto, o quadro clínico típico caracteriza-se pelo aparecimento súbito de mal-estar geral, febre, dores musculares e nas articulações, arrepios, dor de cabeça e corrimento nasal, lembram a Sociedade Portuguesa de Pneumologia e a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.

E acrescentam que “a gripe é mais perigosa nas crianças pequenas, nos idosos (com mais de 65 anos de idade), nos doentes com problemas do sistema imunitário (infectados pelo VIH ou transplantados, entre outros), ou com doenças crónicas (pulmonares, renais, cardíacas ou metabólicas)”. Nestes grupos de doentes, a gripe pode ter complicações graves e ser responsável por um elevado número de hospitalizações e de mortes, muitas delas por pneumonias.

O Vacinómetro pretende acompanhar o número de pessoas vacinadas em tempo real. Este ano foram inquiridos 1200 indivíduos, sendo que o aumento da amostra analisada permitiu diminuir a margem de erro para 2,8% com um intervalo de confiança de 95%.

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