A Justiça britânica recusou a um casal a possibilidade de recorrer à fertilização "in vitro" para salvar a vida ao seu filho, que sofre de uma doença rara.
Jayson e Michelle Whitaker pediram aos tribunais britânicos para recorrer à fecundação "in vitro" para conceber uma criança com o tipo de tecido compatível para que o seu filho de três anos, Charlie, que sofre de uma doença do foro sanguíneo, possa ser submetido a um transplante de medula.
No entanto, ontem, as autoridades britânicas decidiram contra os desejos do casal de Oxford, defendendo que a fecundação não pode ser realizada por médicos no Reino Unido, ao contrário do que acontece, por exemplo, nos Estados Unidos.
Sob as regras britânicas, os embriões só podem ser analisados previamente no caso de haver suspeita de uma grave doença genética.
Charlie Whitaker tem um tipo raro de anemia que faz com que o seu organismo não produza o número suficiente de glóbulos vermelhos. Para viver depende da toma diária de vários fármacos e de três em três semanas tem de ser submetido a uma transfusão sanguínea para que os seus órgãos funcionem correctamente.
Se obtiver medula óssea compatível, que só pode ser doada por um irmão com o tipo correcto, pode ter uma vida normal. Os pais já tiveram um outro filho, uma menina, mas que era compatível em apenas 50 por cento.
Os pais estão também preocupados com o tempo restante. É que um eventual transplante tem de ser realizado nos próximos 18 meses, para que tenha boas hipóteses de ser bem sucedido.

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