Isabel Jonet não tem de saber falar mas de saber fazer, defende Marcelo

Marcelo Rebelo de Sousa apelou à mobilização das pessoas nas próximas campanhas do BA Pedro Cunha

Marcelo Rebelo de Sousa disse este domingo que as declarações polémicas de Isabel Jonet não podem nunca pôr em causa o seu trabalho no Banco Alimentar (BA). O antigo líder do PSD defendeu que os portugueses devem continuar a contribuir com as doações, ao contrário do que têm sugerido os vários movimentos e petições contra a presidente do BA.

“Uma coisa é pôr em causa o que Isabel Jonet disse, outra é questionar as suas acções”, disse Marcelo Rebelo de Sousa no seu comentário semanal na TVI, defendendo que Jonet “não tem de ser tão boa a falar como a fazer”.

Admitindo que Isabel Jonet não foi feliz nas palavras que usou quando disse que os portugueses têm que “reaprender a viver mais pobres”, Marcelo Rebelo de Sousa considerou ser de “doidos” ponderar não ajudar o Banco Alimentar nas próximas campanhas, lembrando que se está a aproximar a acção de natal, que em 2011 apoiou 300 mil famílias. “A mobilização tem de ser no sentido de apoiar uma causa que deve ser apoiada”, disse Marcelo, para quem negar este apoio é pôr em causa 300 mil famílias.

“Isabel Jonet é uma grande presidente do BA e tem feito o seu trabalho primorosamente. É preciso fazer bem e ela faz excelentemente bem”, acrescentou, explicando que quando Jonet falou na SIC não estava a falar para a população em geral mas para “os exemplos de meios com os quais falava naquele momento”.

A vinda de Angela Merkel a Portugal também mereceu o destaque do antigo líder do PSD, que sugeriu que a chanceler alemã se poderá encontrar na segunda-feira com o líder do PS, António José Seguro. O que, segundo Marcelo Rebelo de Sousa, apenas demonstraria que a chanceler viria disposta a perceber o que se passa realmente em Portugal. “Esta visita pode ser muito importante, dependendo do tipo de discurso que tiver e dos encontros que tiver”, disse o professor, lembrando que se esta vier com um discurso fechado não facilita as relações entre os dois países.

“Vamos ver o que se faz em termos de encontros, vamos ver se terá abrangência, o que será um sinal de que [Merkel] percebeu que o que está a acontecer é um problema da Europa e não dos países como Portugal, Grécia e Espanha.”

Sobre o vídeo que este domingo caiu no YouTube e que foi idealizado por Marcelo Rebelo de Sousa, o antigo líder do PSD explicou que a mensagem principal que quis passar é a da solidariedade entre os povos nestes momentos de crise. “Os alemães têm de saber que não somos um bando de preguiçosos”, defendeu.
 

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