O Hospital de São João, no Porto, avançou este mês com o plano de redução de horas contratadas com a Conforlimpa, devido a restrições orçamentais, e o despedimento de funcionários é “inevitável”, segundo a empresa de limpeza.
O plano de redução implica passar das 30 mil horas mensais contratadas com a empresa, até Outubro, para 22 mil em Novembro, 16 mil em Dezembro e 10 mil em Janeiro.
“Este mês devemos reduzir para 25, 26 mil horas mensais e avançar gradualmente, com a tolerância do hospital. Temos vindo a recolocar os nossos funcionários noutros locais mas os despedimentos são inevitáveis lá para Dezembro ou Janeiro, quando já não conseguirmos recolocar mais pessoas”, disse à agência Lusa, o director da delegação norte da Conforlimpa. Vítor Peça acrescentou que a solução pode passar por um despedimento colectivo.
A empresa tinha cerca de 220 funcionários no Hospital de São João. Com este plano em curso correm o risco de serem despedidos entre 150 a 160 trabalhadores, o que custará à Conforlimpa mais de 350 mil euros em indemnizações, segundo o advogado da empresa, Artur Marques, que em meados de Outubro revelou a intenção do hospital.
Em resposta escrita, o Ministério da Saúde, via Hospital de São João, esclarece que, face ao enquadramento orçamental para 2013, o Centro Hospitalar de São João “tem de reduzir os gastos com a rubrica fornecimento de serviços externos”. A unidade de saúde acrescenta que este “é um processo gradual que importa iniciar antes de 2013”, salientando que no caso específico da limpeza, a redução “é progressiva, de forma a que a despesa possa ter cabimento orçamental”.

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