Hospitais já fazem racionamento de remédios mais caros

O racionamento de medicamentos mais caros já é uma realidade nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde. O tema está a alimentar uma acesa polémica, desde que foi divulgado, nesta quinta-feira, um parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV), a sugerir um "racionamento explícito e transparente, em diálogo com os cidadãos" para medicamentos para o cancro, sida e doenças reumáticas.

O presidente do CNECV alega que já há racionamento implítico de medicamentos nos hospitais. "Há médicos que hoje já são contactados informalmente pelos administradores hospitalares ou directores de serviço, que lhes dizem: ‘Fazes favor de deixar de receitar esse medicamento, que é muito caro’. Os médicos auto-inibem-se. Isto acontece constantemente", relata.

O racionamento já é prática em pelo menos 14 unidades de saúde do Norte, segundo declarações do presidente do Centro Hospitalar do Porto ao jornal i. A poupança obtida foi de 60%.

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