Hospitais fecharam ano com dívida de mil milhões às farmacêuticas

Hospitais de Santa Maria e Pulido Valente são os principais devedores, revelam novos dados da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica.

Os hospitais do SNS demoram em média 500 dias a pagar o que devem à indústri Rui Farinha

Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) fecharam o ano de 2012 com uma dívida acumulada de 1,1 mil milhões de euros à indústria farmacêutica, revelam dados agora divulgados pela associação que representa os vários laboratórios presentes no mercado português.

Este valor compara com os quase 1,6 mil milhões que os hospitais deviam à indústria em meados do ano, uma redução conseguida depois de o Ministério da Saúde ter recebido autorização para usar o dinheiro proveniente dos fundos de pensões da banca para pagar dívidas da Saúde.

Em Dezembro de 2012, segundo a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), o Centro Hospitalar Lisboa Norte — que congrega os hospitais de Santa Maria e Pulido Valente — mantinha-se como a unidade que mais dinheiro devia às farmacêuticas pelo fornecimento de medicamentos, acumulando nessa altura uma dívida próxima dos 168 milhões de euros.

Já o Centro Hospitalar do Médio Tejo (hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas) era o que mais tempo levava a pagar, atingindo demoras médias de quase três anos (944 dias) a saldar a dívida aos fornecedores. Em média, indicam ainda os últimos dados da Apifarma, as unidades do SNS estão a demorar 500 dias a pagar o que devem à indústria.

 

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