GNR detém mais dois alegados membros de rede de furto de cobre

Dez homens e uma mulher foram já deitos em operação

Alegada rede roubava cobre de instalações antigas da PT Sérgio Azenha

A GNR deteve mais dois suspeitos no âmbito de uma investigação a uma rede criminosa de furto de cobre na Grande Lisboa, com ligações a uma sucateira e a uma empresa de reciclagem, disse à Lusa fonte policial.

Na madrugada de sexta-feira, durante uma operação denominada “Linha Segura”, a GNR deteve dez homens e uma mulher suspeitos de pertenceram a uma organização que se dedicava ao furto de cobre nas linhas subterrâneas inactivas da Portugal Telecom (PT) na área da Grande Lisboa.

Segundo fonte da GNR, a investigação ainda não está concluída e até ao final de sexta-feira foram detidos mais dois suspeitos.

Os detidos foram presentes este sábado a tribunal para primeiro interrogatório judicial e seis deles ficaram em prisão preventiva, enquanto os restantes vão aguardar julgamento em liberdade.

Os suspeitos faziam parte de uma organização, constituída na sua maioria por cidadãos estrangeiros, que conseguiu “êxitos consideráveis nesta prática criminosa, fruto da vasta experiência adquirida enquanto antigos funcionários das empresas sub-empreitadas pela PT”, revelou fonte da GNR.

Segundo fonte ligada à investigação, a organização estava hierarquizada por três níveis de actuação, sendo o primeiro constituído por um grupo de seis homens que recolhia cabos de cobre durante a noite.

O grupo deslocava-se às caixas de visita permanente da PT, munido de uma carrinha tipo furgão, adaptada com um fundo falso, efectuando de seguida as operações de corte e carga dos fios de cobre.

De acordo com a fonte, de seguida, o material recolhido era transportado para um armazém no Cacém, uma sucateira onde era vendido e de seguida cortado e triturado, naquele que era o segundo nível do grupo suspeito do crime de associação criminosa.

O terceiro patamar está relacionado com uma empresa de reciclagem de Torres Novas, onde era, por fim, vendido o cobre e o chumbo proveniente dos cabos furtados,  e que “colocava este material no mercado lícito”, duplicando o preço que inicialmente era pago ao nível da sucateira.

A investigação da GNR teve início em Março e apurou transacções realizadas por elementos deste grupo na ordem do um milhão de euros.

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