Face Oculta: Ministra da Justiça elogia Paiva Nunes

Paula Teixeira da Cruz admite conhecer há mais de 20 anos o arguido Foto: Miguel Manso

A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, elogiou as características pessoais de Paiva Nunes, arguido no processo Face Oculta, descrevendo-o como "alguém extremamente trabalhador, envolvido com entusiasmo nas várias funções que exerceu".

 

A informação consta do depoimento por escrito da governante, enquanto testemunha de defesa do ex-administrador da EDP Imobiliária, enviado à juíza titular do caso Face Oculta, que está a ser julgado no tribunal de Aveiro.

No documento datado de 3 de Dezembro, a que a Lusa teve acesso esta quinta-feira, a ministra da Justiça admite conhecer há mais de 20 anos o arguido, de quem é vizinho num prédio em Lisboa.

A testemunha destaca as suas qualidades de "solidariedade e de preocupação (...) reveladoras de carácter de sensibilidade e de rectidão", realçando que sempre assistiu a uma "vida normal, sem qualquer tipo de excessos", por parte do arguido e da sua família.

Na carta, a governante diz ainda ter presenciado "a angústia tremenda e a tristeza" com toda a situação que o arguido atravessa e que se estende à respectiva família.

A 135.ª sessão do julgamento, que decorreu esta quinta-feira, ficou marcada pela conclusão do depoimento das testemunhas arroladas pela defesa de Paiva Nunes, que está acusado de dois crimes de corrupção e um de participação económica em negócio.

Segundo a acusação, o arguido favoreceu o sucateiro Manuel Godinho em concursos realizados pela EDP Imobiliária, tendo recebido uma viatura da marca Mercedes como pagamento antecipado por atribuição de contratos futuros.

Entretanto, o julgamento foi interrompido esta quinta-feira para as férias judiciais de Natal e será retomado no dia 8 de Janeiro de 2013, estando já agendadas audições de testemunhas até 24 de Janeiro.

O processo Face Oculta está relacionado com uma alegada rede de corrupção, que teria como objectivo o favorecimento do grupo empresarial do sucateiro Manuel Godinho, nos negócios com empresas do sector empresarial do Estado e privadas.

Entre os arguidos estão personalidades como Armando Vara, ex-administrador do BCP, e José Penedos, ex-presidente da REN, e o seu filho Paulo Penedos.
 
 

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