O número de pessoas detidas este verão por fogo posto subiu hoje para 46, o que equivale ao dobro do ano passado, disse à agência Lusa uma fonte da Polícia Judiciária (PJ).
Este ano, nalguns casos com a colaboração de outras forças policiais, a PJ já deteve 46 presumíveis incendiários.
Destes, 16 - cerca de um terço do total - ficaram em prisão preventiva, acrescentou a mesma fonte.
Falta ainda ponderar nesta contabilidade as três pessoas, suspeitas da autoria do crime de incêndio florestal, que são hoje presentes a um primeiro interrogatório judicial, nos tribunais de Tondela, Covilhã e Funchal.
Em igual período de 2011, ocorreram 23 detenções pelo mesmo tipo de crime. Onze destes suspeitos ficaram em prisão preventiva, após apresentação em tribunal.
A PJ já abriu 1.124 inquéritos por fogo posto este ano, contra os 706 processos encetados em igual período de 2011, referiu a fonte.
Este ano, “houve mais incêndios florestais”, disse à Lusa, indicando que este factor ajuda a explicar o aumento significativo do número de inquéritos e a duplicação das detenções, de 23 para 46.
Alterações legislativas entretanto verificadas, que alargaram as situações consideradas como crimes de incêndio, também estão na origem desse crescimento, tanto dos inquéritos como das detenções, acrescentou.
A PJ anunciou hoje a detenção de três pessoas suspeitas do crime de incêndio, duas na Região Centro e uma na Região Autónoma da Madeira, cujas medidas de coação deverão ser divulgadas esta tarde.

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