O resultado da análise a uma amostra de ADN de uma criança neozelandesa parecida com Madeleine McCann, pedida pelas autoridades britânicas, mostra que aquela não é a menina que em 2007 desapareceu de um apartamento da Praia da Luz, no Algarve.
Segundo um porta-voz da polícia neozelandesa, a informação foi já confirmada pela Scotland Yard, que solicitou a amostra depois de, na véspera do fim de ano, mais uma pessoa ter alertado as autoridades, referindo ter visto uma menina parecida com Maddie na região turística de Queenstown.
A criança neozelandesa, cuja família cedeu, de forma voluntária, a amostra de ADN, já havia sido várias vezes referida como podendo ser a criança que desapareceu em Portugal, por ter um sinal no olho semelhante ao de Madeleine McCann.
Madeleine McCann desapareceu poucos dias antes de fazer quatro anos, a 3 de Maio de 2007, do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gémeos, mais novos, num apartamento de um aldeamento turístico na Praia da Luz, no Algarve.
Os pais da menina e um outro cidadão britânico, Robert Murat, chegaram a ser constituídos arguidos pelas autoridades judiciais portuguesas em Julho de 2007, mas o caso seria arquivado um ano depois por falta de provas.
A Scotland Yard mantém uma equipa de 37 pessoas a investigar o caso e têm sido regulares os contactos com as autoridades portuguesas, o último dos quais aconteceu no passado mês de Janeiro. O objectivo das autoridades britânicas é rever toda a investigação do caso em Portugal para que o processo possa eventualmente ser reaberto pelo Ministério Público.

Comentários