Organizações encontraram forma simbólica de denunciar quem consideram como homofóbico. Entre os premiados estão Isilda Pegado, presidente da Federação Portuguesa pela Vida e o arquitecto José António Saraiva, director do semanário Sol.
Um grupo de organizações LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero) e gay friendly juntaram-se para atribuir o “Prémio limão-palmatoadas” no Dia Internacional contra a Homofobia. Trata-se de uma forma de destacar as personalidades que mais se distinguiram pela negativa nestes últimos anos, até 2012, na perseguição ideológica contra os LGBT, pela intolerância contra a diversidade, e pela sua homofobia, contra a cidadania.
Segundo um comunicado assinado por António Serzedelo, presidente da Opus Gay, os “premiados” são entidades que “através das suas atitudes, dos seus discursos, ou escritos, demonstraram larga e consistentemente os seus preconceitos ideológicos, a sua "intolerância", "ignorância" e a sua "pertinácia para impedir a assumpção da Cidadania plena de uma minoria social”.
O deputado açoriano Pedro Medina do CDS/PP merece o primeiro lugar por, alegadamente, se ter recusado a patrocinar o primeiro Gay Pride dos Açores invocando “pretensas razões culturais, sociais e até religiosas”.
Isilda Pegado, ex-deputada pelo PSD e presidente da Federação Portuguesa pela Vida (FPV), também é mencionada na lista dos premio “limão-palmatoadas” por pretender “rever as chamadas “leis fracturantes de Sócrates””, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mudança de nome e sexo, educação sexual, entre outros diplomas que considera estarem a destruir a sociedade.
“Segue-se José António Saraiva, director do conhecido semanário Sol autor do artigo "Homossexuais Contestários" onde diz que a homossexualidade "é uma moda", refere o comunicado da Opus Gay.
Por fim, o quarto prémioé atribuído ao psiquiatra José Marques Teixeira porque “num artigo de um jornal, o presidente do Colégio de Psiquiatria da Ordem dos Médicos, José Marques Teixeira, considerava que pode ser possível dar resposta a um homossexual que pede ajuda médica para mudar de orientação sexual”.
Segundo António Serzedelo, os “premiados” não serão formalmente notificados. “O importante não é que estas pessoas, elas próprias, sejam avisadas mas perceberem que correm o risco de uma denúncia pública pelas suas asneiras, disparates, maldades e ignorância”, defende.
Sobre o nome “limão-palmatoada” atribuído ao prémio, António Serzedelo explica que se trata de uma referência a algo azedo e à “palmatoada simbólica que estas pessoas homofóbicas, na nossa opinião, merecem”.

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