Consumidores com vouchers de A Vida é Bela têm até dia 9 para exigir devolução do dinheiro

Deco já recebeu perto de 3100 reclamações

A Deco disponibiliza no site carta-tipo para reclamar devolução do dinheiro Luís Ramos

Os consumidores que tenham comprado vouchers directamente na Vida é Bela podem reclamar os seus créditos até 9 de Janeiro, no âmbito do processo de revitalização da empresa, informou nesta quarta-feira a Deco, que já recebeu perto de 3.100 reclamações.

Até 31 de Dezembro, onze empresas distribuidoras de vouchers de A Vida é Bela estiveram disponíveis para reembolsar ou compensar os consumidores, algumas sem exigirem a apresentação do talão de compra, outras com essa condicionante.
 
 
 
 

De fora ficaram os consumidores que compraram os vouchers directamente à empresa e que dispõem agora de um prazo para pedir o respectivo crédito, através do Plano Especial de Recuperação (PER).
 
 
 
 

Em declarações à Lusa, a jurista da Deco Ana Sofia Ferreira explicou que o grupo A Vida é Bela é constituído por duas empresas, a Gift Vouchers e a Maritz Marketing, sendo que os vouchers são comercializados pela primeira, mas a maioria das facturas é emitida pela segunda. “Como desconhecemos a actividade destas duas empresas, e cada uma tem um processo judicial específico, recomendamos que os consumidores façam a reclamação dos créditos junto das duas”, disse.
 
 
 
 

A Gift Vouchers já tem um administrador de insolvência nomeado e, no âmbito deste processo, a reclamação tem de ser feita até ao dia 9 de Janeiro.
 
 
 
 

Quanto à Maritz Marketing, ainda não foi nomeado qualquer administrador judicial provisório, mas a Deco recomenda que se faça, desde já, a reclamação de crédito também junto desta empresa.
 
 
 
 

“Assim que for nomeado um administrador de insolvência, avisaremos novamente os consumidores, de modo a que façam nova reclamação dentro do prazo que entretanto for estabelecido”, acrescentou a jurista.
 
 
 
 

Para reclamar, basta preencher uma “carta-tipo”, disponível no site da associação de defesa do consumidor, juntando o talão de compra e cópias dos vouchers, e enviar em carta registada, com aviso de recepção, para o administrador judicial provisório, cujos dados e morada constam também do site da Deco.
 
 
 
 

Nos casos em que os vouchers tenham sido oferta, e o consumidor não tenha em sua posse o talão de compra, a reclamação deverá ser feita sem o comprovativo de pagamento, sendo que, neste caso, fica “sujeito à apreciação do administrador”, explicou Ana Sofia Ferreira.
 
 
 
 

“Mesmo quando o administrador não reconhece o voucher como válido [por não ter comprovativo de pagamento], há sempre a possibilidade de impugnar a decisão para um juiz”, salvaguardou.
 
 
 
 

Para a revitalização de créditos não é necessário constituir advogado, afirma a jurista, alertando para a necessidade de reclamar dentro das datas estabelecidas, uma vez que “os prazos são extremamente importantes nos processos judiciais”.
 
 
 
 

O PER não é um processo de insolvência, é aplicado por uma empresa que está em “insolvência iminente, mas com possibilidade ainda de se recuperar”.
 
 
 
 

“Não sabemos se, no final, haverá recuperação da empresa ou insolvência”, acrescentou, afirmando desconhecer a situação financeira do seu proprietário.
 
 
 
 

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