O presidente do Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (Sesaram), Miguel Ferreira, confirmou nesta sexta-feira existirem 34 pessoas infectadas com dengue na Região.
“Esta tarde, nós tínhamos 34 casos positivos no Laboratório do Hospital Dr. Nélio Mendonça”, disse. Miguel Ferreira adiantou que a partir de agora as análises serão feitas no Laboratório do Funchal: “inicialmente foram mandadas para o Instituto Ricardo Jorge mas a técnica já está aferida e vamos fazê-las na Região”.
“Até final da manhã existiam cinco pessoas internadas mas para algumas delas havia a perspectiva de virem a ter alta ainda nesta sexta-feira. Mas não há casos graves, temos tido apenas manifestações ligeiras”, adiantou.
O dengue é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti que se radicou na Madeira a partir de 2005 mas só agora foram detectados casos oficiais da doença.
Horas antes, o secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Ramos, tinha confirmado que o número de pessoas com dengue na Madeira subira de dois para 14.
Francisco Ramos lembrou que o mosquito Aedes aegypti apareceu na região em 2005 e que desde então tem vindo a ser feito, “de forma continuada, o combate ao mosquito que é vector da doença da dengue”.
“É uma realidade, a partir desta semana, o aparecimento da dengue na Madeira”, reconheceu, lembrando que a doença existe em países tropicais, nos estados do sul dos Estados Unidos, nos países das Caraíbas, na África, na Ásia e na Austrália.
O “aquecimento global”, argumentou o secretário regional, teve consequências e uma delas foi “o alastramento da doença para além dos trópicos, porque com o aquecimento global foram-se criando condições climatéricas do tipo tropical em zonas que eram, antigamente, consideradas subtropicais”.
No que diz respeito à população, devem ser tomadas “medidas de protecção pessoal, com todo o rigor”, aconselhou o responsável.
“Todas as informações têm sido veiculadas, de forma continuada. As pessoas têm que ter a responsabilidade cívica de saber que são as primeiras responsáveis pela sua saúde, da sua família e da comunidade onde vivem”, insistiu o secretário regional.
Na quarta-feira já tinham sido detectados dois casos de dengue “autóctones” na Madeira, o que significa que as pessoas afectadas não tinham saído da ilha.
O mosquito Aedes aegypti tem-se propagado sobretudo na cidade do Funchal, e com mais incidência na freguesia de Santa Luzia. Os sintomas desta doença, que nos casos mais graves pode ser fatal, são por regra febre alta, dores de cabeça, cansaço, dores musculares e nas articulações, indisposição, enjoo, vómitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal, entre outros.

Comentários