Bruxelas defende partilha de benefícios na utilização de espécies exóticas

Bruxelas defende que os lucros devem ser aplicados na protecção da biodiversidade DR

A Comissão Europeia (CE) adoptou hoje uma resolução a incitar as empresas e institutos de investigação do espaço europeu a não retirar espécies de outros países - normalmente em desenvolvimento e ricos em biodiversidade - sem o seu consentimento e sem partilhar os lucros e resultados.

Em causa estão plantas originárias de fora da Europa como o Aloe Vera, o Ginseng, chá verde e óleo de Jojoba, normalmente utilizadas pela indústria dos cosméticos. Várias empresas europeias estão a tentar descobrir novas aplicações para os chamados "recursos genéticos" em medicina, cosmética ou agricultura.

"Esta é uma questão de justiça. A União Europeia quer ter garantias de que os países em desenvolvimento beneficiam de uma partilha justa dos benefícios resultantes dos recursos genéticos", considera a comissária para o Ambiente, Margot Wallström.

"Se estes países [em desenvolvimento] aplicarem os benefícios na protecção da biodiversidade e na conservação da natureza, podemos ter uma situação de 'win-win' para o comércio e ambiente", acrescentou.

Esta iniciativa surge na linha da Convenção das Nações Unidas para a Biodiversidade, de 1992.

O Conselho de Ministros e o Parlamento Europeu foram convidados a dar a sua opinião sobre esta resolução. A CE já começou a trabalhar em várias iniciativas, entre elas a sensibilização junto dos consumidores.

Comentários

Os comentários a este artigo estão fechados. Saiba porquê.

Nos Blogues