ASAE apreendeu 1,5 milhões de euros de material contrafeito em Vila do Conde

Investigação da ASAE decorria há cerca de um ano Foto: Rui Gaudêncio

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu 1,5 milhões de euros de material contrafeito, em Vila do Conde, num total de 62 mil peças, disse hoje à Lusa a inspectora-diretora do Norte daquele organismo.

A operação, que terminou ao final da tarde de segunda-feira, resultou de uma “investigação que decorria há cerca de um ano”, tendo culminado na apreensão de material que estava depositado em dois armazéns situados na freguesia de Guilhabreu, em Vila do Conde, explicou Rute Serra.

Da operação resultou ainda a identificação de uma mulher que já estava “referenciada pelas autoridades” por práticas semelhantes. A detida foi “constituída arguida” e vai aguardar julgamento com termo de identidade e residência, avançou ainda a inspectora.

Os artigos apreendidos vão desde malas de viagem, sapatilhas, cintos, carteiras, biquínis ou roupa interior, de marcas como Adidas, Nike, Carolina Herrera, Louis Vuitton, Gucci, Calvin Klein, Burberry, Prada, entre outras.

Segundo Rute Serra, estes artigos, de origem chinesa, entraram em Portugal por via “terrestre, através de países como Rússia e Polónia ou então chegaram à Península Ibérica por via marítima”.

A ASAE acredita que a mercadoria se destinava a abastecer “o mercado nacional e, eventualmente, o espanhol”.

A operação é considerada uma “grande machadada nesta rede que opera com material contrafeito”, frisou a inspectora. Esta acção, que envolveu cerca de 30 agentes, surge na sequência de uma outra, denominada “Matriz”, que ocorreu em Abril, e da qual resultou também a apreensão de cerca de um milhão de euros de artigos.

Hoje de manhã, dois camiões vão fazer o transporte do material até aos armazéns centrais da ASAE, em Castelo Branco, onde vai ser examinado por peritos das várias marcas envolvidas.

Rute Serra explicou ainda que as “investigações vão prosseguir” e que a ASAE vai continuar a sua “luta no combate a este fenómeno da contrafacção”, que acaba por ter uma “maior expressão em tempos de crise”.

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