O vice-presidente da Câmara de Gondomar, José Luís Oliveira, que se encontrava em prisão domiciliária com vigilância electrónica, no âmbito do processo "Apito Dourado", foi hoje libertado mediante o pagamento de uma caução de 400 mil euros.
José Luís Oliveira era o único dos 22 arguidos no processo de corrupção no futebol que se encontrava em prisão domiciliária, com pulseira electrónica. Os restantes suspeitos estão sujeitos ao termo de identidade e residência, situação a que também ficará obrigado Oliveira.
O vice-presidente da autarquia de Gondomar continua impedido pela juíza de instrução Ana Cláudia Nogueira de contactar com outros arguidos e também com árbitros, observadores da arbitragem e dirigentes desportivos ligados ao futebol e à arbitragem.
Oliveira está indiciado pela prática de 34 crimes, entre eles um de tráfico de influência, 15 de corrupção desportiva e outros que passam pela corrupção activa e pela prática de acto ilícito.
Além de Oliveira, foram ainda constituídos arguidos no processo "Apito Dourado", entre outros, o presidente do FC Porto, Pinto da Costa; os árbitros de futebol Jacinto Paixão e Augusto Duarte e os árbitros assistentes José Chilrito e Manuel Quadrado; o empresário de futebol António Araújo; o presidente da Liga de Clubes, Valentim Loureiro; e o antigo presidente do Conselho de Arbitragem da Federação, Pinto de Sousa.

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