A leitura do acórdão do caso do homem acusado de 7219 crimes de abuso sexual de crianças e de mais de 156 mil de pornografia foi agendada para 18 de Janeiro.
Fonte judicial disse à agência Lusa que a leitura ficou marcada para as 14h, na 2.ª Vara Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça, depois de esta quinta-feira terem terminado as alegações finais.
Na ocasião, a mesma fonte acrescentou à Lusa que, pela primeira vez, o arguido falou durante o julgamento, que decorreu à porta fechada, para assumir os crimes, mostrar arrependimento e pedir desculpas às vítimas.
À saída da sala de audiências, o advogado do alegado pedófilo e o da família de uma das seis vítimas remeteram-se ao silêncio.
O julgamento decorreu até esta quinta-feira à porta fechada, por decisão do colectivo de juízes, presidido por Clarisse Gonçalves, tendo em conta o cariz sexual dos crimes. Mas a leitura do acórdão, como determina a lei, será pública.
O informático, de 53 anos, morador em Benfica, Lisboa, está a ser julgado pelos crimes cometidos sobre seis menores: três rapazes e três raparigas.
O alegado pedófilo está acusado de 7219 crimes de abuso sexual de crianças agravado, de 156.025 crimes de pornografia de menores – gravados em CD e em discos dos computadores – e de 1401 crimes de gravações e fotos ilícitas.
O homem é suspeito de, entre 2007 e 2011, ter praticado actos de natureza sexual, relações sexuais e masturbação com menores com idades compreendidas entre os três e os 12 anos.
O arguido terá filmado as relações sexuais, tendo no seu computador centenas de imagens de natureza pornográfica envolvendo menores. É acusado ainda de ter cedido estas imagens e filmes numa página na Internet, permitindo o acesso a terceiros.
O suspeito aproveitou-se, alegadamente, das relações de vizinhança e de confiança com os menores para cometer estes crimes.
O homem detinha uma vastíssima colceção e compilação de milhares de ficheiros com abusos sexuais a menores, material que foi apreendido.
O arguido encontra-se em prisão preventiva e, além das dezenas de crimes de abuso sexual agravado de crianças, foi acusado pela prática de centenas de crimes de gravações e fotografias ilícitas e por milhares de crimes de pornografia de menores agravada.

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