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  • O que mais impressionou os jornalistas chineses no fim do XVIII Congresso do Partido Comunista Chinês (PCC) não foi a composição da comissão permanente do Bureau Político mas o tom do curto discurso do novo secretário-geral, Xi Jinping. “Parece confiante, tranquilo e a lógica do seu discurso é clara”, resumiu um jornalista liberal de Hong-Kong. Não usou slogans nem o habitual jargão dos dirigentes. “O mais impressionante é que não mencionou o pensamento de Mao Zedong, o marxismo e o leninismo”, disse um outro jornalista.

  • Na China, a ideia de cidade está ligada à de utopia, como na Europa acontecia na Renascença. No entanto, nessas imensas metrópoles de sonho, nunca se vê o céu. Aqueles que foram os grandes erros urbanísticos do Ocidente parecem estar a ser repetidos, com consciência e orgulho

  • A maioria dos 180 mil protestos de massas que todos os anos rebentam na China ocorre nos campos. Os camponeses foram as principais vítimas do maoísmo, apesar de a revolução ter sido feita por eles e para eles. Quando as reformas de Deng Xiaoping abriram o país à economia de mercado, foi nos campos que surgiu a revolução capitalista. A iniciativa dos camponeses criou a riqueza que levou ao desenvolvimento das cidades. Agora que este crescimento está a roubar as terras aos camponeses, é do mundo rural, mais uma vez, que sopram os ventos da revolução

  • Depois de deixar a aldeia, não há volta atrás. Por muito duro que seja o trabalho na fábrica, o regresso é uma derrota. A população rural foi encorajada a migrar para as cidades, mas continua a ser discriminada no acesso à educação, à saúde e à habitação. A mobilidade social é possível, mas não é fácil

  • A expressão "classes sociais" foi eliminada do discurso oficial chinês. Porque lembra "luta de classes". Agora, fala-se em estratos sociais.

  • Com os 2200 delegados de pé a cantar a “Internacional”, o 18º Congresso do Partido Comunista Chinês (PCC) foi encerrado esta madrugada, “vitoriosamente”, pelo Presidente Hu Jintao.