Psicologia

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Guardei da minha infância uma caneta de tinta permanente, com o meu nome gravado, oferecida quando completei os primeiros quatro anos de escola. Lembro-me de a usar com um cuidado redobrado, possuída do receio de que alguma gota da tinta azul me caísse na folha branca ou no tecido da bata. Nessa imprevidência, a mancha alastrava impetuosa por cada fibra do papel ou do tecido, e derramava-se, impossível de conter, qual ação sem dono.

  • Guardei da minha infância uma caneta de tinta permanente, com o meu nome gravado, oferecida quando completei os primeiros quatro anos de escola. Lembro-me de a usar com um cuidado redobrado, possuída do receio de que alguma gota da tinta azul me caísse na folha branca ou no tecido da bata. Nessa imprevidência, a mancha alastrava impetuosa por cada fibra do papel ou do tecido, e derramava-se, impossível de conter, qual ação sem dono.

  • Por vezes acho que há muito boa gente que desejaria que vivêssemos num mundo de “patetas alegres”, onde as pessoas andassem sempre de sorriso rasgado de orelha a orelha, a dizer larachas e graças de terceira categoria, mesmo que não lhes apetecesse, mesmo que essa expressão fosse contra os seus sentimentos.

  • “Ele está sempre agarrado às tecnologias!”

  • Das novas teorias do amor às emergentes políticas públicas de fraternidade.

  • Não é novidade para ninguém que a crise económica, financeira ou social afecta, em primeiro lugar, as populações mais vulneráveis. Nestas, incluem-se as crianças, em especial as que pertencem a meios desfavorecidos ou que têm alguma forma de deficiência ou handicap.

  • Do fotógrafo russo Roman Vishmiac diz-se que aprendeu a conter a respiração durante dois minutos para fotografar os insetos e animais que observava e captava, negando-se a fotografar animais mortos. Esperava pela beleza, primeiro sem se mover, alimentando o seu carácter vitalista, para depois finalmente atuar, disparando a maquina e imortalizando o momento, que passava a ser um momento de criação.

  • Querido Diário: Agora já consigo escrever... Passou um dia depois da conversa dos pais e não tenho aqui o António a chatear-me! Ele não deve ter percebido nada da conversa! Também só tem cinco anos... Quando eles me chamaram à sala para conversarmos, já sabia que o assunto era sério, até porque há muito tempo que não conversávamos todos juntos. E há muito tempo que não via os meus pais conversar. Ou então conversavam depois de nós estarmos a dormir...