• Vitória do Syriza encoraja BE, PCP e PS a regressar ao tema da austeridade e reestruturação da dívida.

  • Maioria parlamentar só quer ouvir ministros depois da reunião que vai juntar Portugal e EUA para debater decisão de redução de efectivos nos Açores.

  • Um antes e um depois das eleições gregas de 25 de Janeiro não representaria fielmente o desafio que o escrutínio encerra. Não passaria de considerações usuais. Em Portugal, políticos, comentadores e analistas referiram, ao PÚBLICO, um facto pouco comum: a revolta dos helénicos foi traduzida em política. Um Governo de um novo partido, à revelia da rotatividade das forças políticas tradicionais e das elites de sempre, é a imagem da ruptura feita nas urnas.

  • Nem Draghi nem Tsipras nos resolverão os problemas, mas dão alguma ajuda. Imaginemos que, por algum processo engenhoso, conseguíssemos reduzir, sem efeitos colaterais significativos, o rácio da dívida no produto de cerca de 130% para 90%. Ignoremos mesmo que existe um Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) e um Tratado Orçamental, ou seja, assumamos que não há restrições políticas europeias. Teríamos o nosso problema das finanças públicas resolvido?