• A solução governativa encontrada em Portugal impediu que o PS tivesse o destino dos socialistas franceses, o que não deu, por enquanto, espaço ao aparecimento de uma alternativa populista e conservadora capaz de mobilizar os descontentes das políticas da austeridade e da globalização.

  • Deixa no ar a dúvida sobre se o PCP tem vergonha de criticar os poucos países que se dizem comunistas que restam ou se não é sincero nas suas convicções democráticas.

  • Conhecido por quebrar tabus à esquerda – em 2007, queria já alterar o nome do partido “socialista”, que considera ultrapassado – Valls, de 54 anos, moderou recentemente o discurso para aumentar a sua base eleitoral.

  • O novo provincianismo já não é um conceito radicado na geografia. É uma atitude de subdesenvolvimento intelectual e cultural de alguns, que limita o progresso de quase todos.

  • O líder do PCP reafirma a identidade, a natureza, o projecto e o ideal do partido e garante que isso não impede compromissos concretos como o que está expresso no entendimento com o PS.

  • Com a sombra da péssima gestão de Passos e Portas, PCP e BE ficaram entre a espada e a parede. A opção por um governo do PS, só do PS, com apoio parlamentar dual, foi o que se afigurou mais lógico e como única saída.

  • O pragmatismo só constitui um mal se se dissociar da referência a um projecto; pelo contrário, deve ser visto como uma virtude, se for percebido como uma condição imprescindível para o sucesso a prazo de uma determinada linha de orientação ideológica.