Miguel Relvas diz que Lusa tem de ser mais ambiciosa

Relvas defendeu ser necessário olhar para a Ásia PÚBLICO

O ministro dos Assuntos Parlamentares defendeu que a Lusa tem de ser mais ambiciosa e que é fundamental estabelecer novos projectos, enquanto o presidente da empresa disse contar com o apoio do Estado no “esforço de internacionalização”.

O ministro da tutela, Miguel Relvas, e o presidente do conselho de administração da Lusa, Afonso Camões, falavam esta sexta-feira, em Lisboa, após a assinatura do contrato de prestação de serviço noticioso de interesse público entre o Estado e a agência de notícias portuguesa.

 
“Contamos todos com o apoio do accionista Estado para projectarmos as ambições da agência, sobretudo no esforço de internacionalização que queremos fazer”, afirmou Afonso Camões.
 
“Para o Governo, é fundamental o estabelecimento de novos projectos por parte da agência Lusa no contexto da língua portuguesa”, disse, por sua vez, o ministro dos Assuntos Parlamentares.
 
“Mas temos de ser ambiciosos”, defendeu Miguel Relvas, adiantando já ter pedido ao presidente da empresa para que olhe para a importância da Ásia, sobretudo de Macau, “como plataforma de afirmação da Lusa naquele espaço do mundo que está a crescer”, aludindo ao desempenho das exportações portuguesas naquela região.
 
“Se queremos ser agressivos no plano económico, não podemos deixar de ser no plano cultural e no plano da língua, e Macau é a plataforma certa para que o possamos fazer”, afirmou.
 
“Sabemos que há dificuldades” e que o “contrato traz uma nova realidade de gestão”, acrescentou o governante, reforçando que “a aposta era também uma aposta que o Governo queria fazer”. A Lusa “é a aposta de afirmação de Portugal no mundo” e “continuará a merecer da parte do Governo todo o apoio e todo o empenhamento”, disse.
 
Miguel Relvas criticou “muitos daqueles que quiseram lançar medos” em relação ao futuro da Lusa, sublinhando que “a Lusa tem futuro, é um projecto que vai sair ainda mais forte com as políticas que serão seguidas nos próximos três anos”, tempo de duração do novo contrato.
 
“Pela primeira vez, o contrato estabelecido entre o Estado e a Lusa é um contrato que define uma estabilidade clara naqueles que são os valores e como ele vai ser assumido”.
 
O contrato envolve o montante global de 31,2 milhões de euros para o triénio 2013-2015, o que representa 10,7 milhões de euros anuais, e representa um corte de 31% em relação ao anterior.
 
O documento foi assinado por Afonso Camões, Miguel Relvas e a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque.
 
"[As negociações que decorreram tiveram] sempre um objectivo primordial, o de estabelecermos uma política de estabilidade que permita à Lusa saber nos próximos anos quais são as regras e os condicionalismos com que vai poder actuar no território da língua portuguesa e da importância que tem na afirmação de Portugal”, disse o ministro.

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